A história do Vaca Amarela: o festival que nasceu para dar palco a uma banda e virou vitrine de Goiânia
O Vaca Amarela é um festival de música independente de Goiânia que nasceu, nas palavras do criador, com a mais egoísta das ambições: dar palco à banda dele. Da primeira noite numa boate do Setor Bueno, em 2002, chegou a esgotar 3 mil ingressos com Pabllo Vittar no cartaz, atravessou a pandemia com uma edição online e dividiu a cena da cidade com o Bananada e o Goiânia Noise. Agora faz 25 anos: a festa começou de graça no Martim Cererê, em setembro de 2026, e a edição comemorativa ficou para 2027.

Em resumo
Pablo Kossa criou o Vaca Amarela em 2002, no Maqna Rock, uma boate do Setor Bueno, em Goiânia, para que a banda dele tivesse um palco.
O nome foi sugestão de Ulisses Aesse, chefe de Kossa no jornal Diário da Manhã, por causa da cantiga da vaca amarela que pulou a janela.
A 10ª edição, de 9 a 11 de setembro de 2011, reuniu 48 bandas no Centro Cultural Martim Cererê, com Emicida, Gaby Amarantos e Banda Uó.
Na 16ª edição, em 2017, os 3 mil ingressos para os shows de Pabllo Vittar, Linn da Quebrada, Djonga e MC Carol no Palácio da Música esgotaram na quarta-feira anterior.
Em 2020, a 19ª edição foi online, em 7 de setembro, sem público, transmitida do Martim Cererê e do Centro Cultural UFG.
A edição dos 20 anos, adiada de 2021, aconteceu em 15 e 16 de abril de 2022 no Centro Cultural Oscar Niemeyer, com Gloria Groove, Karol Conká e Dead Fish.
A 24ª edição, em 8 e 9 de novembro de 2025, no Roxy Open Air, teve só artistas locais e nenhum grande patrocínio ou lei de incentivo.
O Drops Vaca Amarela abriu os 25 anos em 6 de setembro de 2026, no Martim Cererê, e a edição comemorativa oficial está prevista para 2027.
Revisado em 2 de outubro de 2026.
Um palco para a própria banda (2002–2009)
A história começa com uma confissão. “Criei o Vaca Amarela em 2002 com a mais egoísta das ambições: criar um palco para que minha banda se apresentasse”, escreveu Pablo Kossa em 2023. A primeira noite foi no Maqna Rock, uma boate que funcionava no Setor Bueno. Kossa chamou bandas amigas, contou com a consultoria do Segundo, da Two Beers, e o festival aconteceu. “Foi um sucesso.”
O ano de nascimento muda conforme quem conta. O criador diz 2002. A Assembleia Legislativa de Goiás e a Gazeta Culturismo falam em 2001, e o site da Rádio 96 FM chegou a publicar 1999.
O nome veio da redação de um jornal. Kossa trabalhava no Diário da Manhã, e o chefe dele, Ulisses Aesse, deu a ideia: “coloca o nome Vaca Amarela! Todo mundo conhece a musiquinha da vaca amarela que pulou a janela e todo mundo vai gostar”.
Em 2009, o festival já tinha corpo: 30 bandas no Centro Cultural Martim Cererê, ingresso a R$ 15 por noite e uma rodada de debates sobre a cena independente. O Dead Fish, do Espírito Santo, fechou o sábado. Na mesma noite tocou a goiana Johnny Suxxx and the Fucking Boys, que voltaria em 2011 e 2012. O dinheiro, Kossa explicou, vinha de onde sempre veio: “nossos maiores patrocinadores, como em toda a história do Vaca Amarela, são o público (que paga ingresso e consome no bar) e as bandas”.

Emicida, Gaby Amarantos e a turma da casa (2011–2013)
A 10ª edição, de 9 a 11 de setembro de 2011, levou 48 bandas de vários estados ao Martim Cererê, a R$ 20 por dia. A sexta juntou Gaby Amarantos, do Pará, o Kumbia Queers, da Argentina, a goiana Banda Uó e Falcão, do Ceará, no último horário. No sábado, Emicida fechou a noite depois do Black Drawing Chalks e do Mukeka di Rato.
Foi a última edição de Kossa na produção. “Trabalhei no festival nas mais diversas funções até a décima edição”, ele contou. “Cansei do estresse absurdo que é produzir um evento desse porte.” Passou a bola para amigos, entre eles João Lucas Ribeiro, que segue à frente. Diretor da Fósforo Cultural, a produtora do festival, João Lucas já tinha tocado na Johnny Suxxx and the Fucking Boys.


Em 2012, a 11ª edição foi para o Centro Cultural Oscar Niemeyer, nos dias 7 e 8 de setembro. No cartaz estavam Móveis Coloniais de Acaju, Ratos de Porão, Black Drawing Chalks e Daniel Belleza e os Corações em Fúria. O festival se apresentava filiado ao Circuito Fora do Eixo e à Rede Brasil de Festivais.
A 12ª edição mudou de mês. Foi de 14 a 16 de novembro de 2013, no Martim Cererê recém-reaberto depois de quase dois anos fechado para reforma: 47 bandas, 35 delas de Goiás. Na sexta, às 23h30, o Boogarins subiu ao palco com cerca de um ano de estrada e a atenção do site americano Pitchfork, lembra a Monkeybuzz. Projota tocou com quase uma hora de atraso, e os capixabas do Dead Fish encerraram o festival. Sobre o público, as contas variam: a Scream & Yell registrou 1.800 pagantes no segundo dia, e o Whiplash, uma média de 1.500 a 2.000 pessoas por noite.

O palco grande do Oscar Niemeyer (2015–2017)
Em 2015, a 14ª edição voltou ao Centro Cultural Oscar Niemeyer, de 4 a 6 de setembro. O espaço tinha recebido o Bananada em maio, e a Rolling Stone comparou: o Bananada lotou o Oscar Niemeyer com 10 mil pessoas para ver Criolo; o Vaca, pelo menos na sexta, não encheu. Quem foi assistiu com folga aos 12 shows da noite. O goiano Carne Doce abriu cantando que “o progresso é mato”, e Emicida entrou já na madrugada de sábado. Tulipa Ruiz fechou o sábado, e o Cone Crew, o domingo, que também teve Fresno.


No ano seguinte, a 15ª edição voltou ao Martim Cererê, de 23 a 25 de setembro, com mais de 60 atrações: Gabriel O Pensador, Mombojó, Francisco, el Hombre, As Bahias e a Cozinha Mineira e os americanos do Billy Pilgrim, ao lado de goianos como Overfuzz, Hellbenders e Carne Doce. Além dos shows, teve batalha de MCs, DJs e drag queens, debate sobre gênero e música e roda de conversa sobre o jovem negro no Brasil. Dias antes, em 10 de setembro, o Vaca tinha ganhado um dia de mostra na programação das Paralimpíadas, na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro.
Em 2017, a 16ª edição se espalhou por casas de show e teatros de Goiânia, de 18 a 24 de setembro. O anúncio virou lema: “Faça chuva (quase impossível) ou sol, com ou sem apoios públicos ou privados”. A primeira atração confirmada foi Pabllo Vittar, e os shows principais, na sexta e no sábado, foram dentro do Palácio da Música. Os 3 mil ingressos esgotaram na quarta-feira, e um lote extra acabou em minutos.
Pabllo fechou a sexta, e o teatro quase veio abaixo com “Sua Cara” e “K.O.”, entre cartinhas de fãs e invasões de palco. Antes dela, o Sapabonde, de Brasília, fez um ritual de “cura hétero” contra a decisão judicial daquela semana que tinha autorizado a “cura gay”. No sábado, Djonga desceu para o meio do público em “Fantasma”, o show de Linn da Quebrada teve até a brincadeira de chamar a cidade de “Gayânia”, e MC Carol fechou a noite tomando um Toddynho durante “Bateu Uma Onda”.
Nem tudo foi festa. Depois da sexta, parte do público reclamou de falta de segurança, de roubos e furtos de celular dentro do evento e de carros com vidro quebrado do lado de fora. No sábado, a produção reforçou a segurança e baixou o estacionamento de R$ 15 para R$ 5, mas os atrasos chegaram a quase duas horas. O domingo ainda teve, no República Underground, uma programação em homenagem aos 30 anos do acidente com o césio-137.


Na mesma cidade do Bananada
Goiânia tem mais de um festival independente, e é fácil confundir. Em 2013, o Whiplash via o Vaca dividir com o Bananada e o Goiânia Noise a atenção da cena: “o simples fato da cidade ter três festivais independentes fortes já diz muito”. Cada um tem sua produtora. Em 2016, a Curta Mais apresentava o Bananada como festival da A Construtora Música e Cultura, de Fabrício Nobre e Daianne Dias, o Goiânia Noise como da Monstro Discos e o Vaca Amarela como da Fósforo Cultural. O calendário também separa o Vaca do Bananada: o Vaca animou os setembros da cidade por anos, enquanto o Bananada de 2015, por exemplo, foi em maio.
Mas eles se cruzam. Em maio de 2017, um showcase do Vaca Amarela abriu o primeiro dia do Bananada, no Sesc Centro, com Bruna Mendez e o show João Canta Brandão, o projeto de João Lucas Ribeiro. Quatro meses depois, Fabrício Nobre, fundador do Bananada, estava na plateia do Vaca e se empolgou com o trio goiano Lutre: “Essa banda é muito boa”.

Do Norte à internet, e os 20 anos adiados (2018–2022)
A 17ª edição, em 2018, coube numa noite só: 7 de setembro, no Martim Cererê, com Rubel, Bemti, Shotgun Wives e Letrux no último horário. O anúncio fazia a conta: 17 anos seguidos em setembro.
Em 2019, a 18ª edição durou cinco dias, de 25 a 29 de setembro, entre o Sesc Centro e o Martim Cererê. A novidade foi a Invasão Nortista, com quatro bandas de Roraima, Jamrock, Bodó Valorizado, Modesto a Parte e Urutu do Olho Fundo, que prometiam misturar carimbó, lambada e brega com rock e pop. A sexta teve o “pocnejo”, o sertanejo gay do paulista Gabeu, e o Montage, projeto do cantor Daniel Peixoto. Sem patrocínio público, o festival deixou a plateia escolher o preço no Martim Cererê: a campanha “Quanto Vale o Show” começava em R$ 5.

Em 2020 veio a pandemia, e a 19ª edição foi para a internet. Em 7 de setembro, das 16h às 23h, sem público, os shows saíram do Martim Cererê e do Centro Cultural UFG pela plataforma BEAPP, de uma empresa de Berlim, de graça para quem baixasse o aplicativo. Urutu do Olho Fundo e Jamrock voltaram pela Invasão Nortista, e a escalação teve Daniel Belleza, Bruna Mendez e o uruguaio Max Capote.
A edição dos 20 anos deveria ter sido em setembro de 2021. Foi adiada para 21 e 22 de janeiro de 2022 e depois adiada de novo, por causa de um decreto contra a variante ômicron. Aconteceu em 15 e 16 de abril de 2022, no Oscar Niemeyer, com Gloria Groove, Karol Conká e o Dead Fish, que já tinha tocado no Vaca em 2009 e 2013.
Sobre a pandemia, as versões diferem. Para Kossa, o festival animou os setembros de Goiânia ano após ano, “somente interrompido, por motivos óbvios”, na pandemia. A organização conta de outro jeito: “O festival nunca deixou de acontecer mesmo em situações adversas. Foram 19 edições em 19 anos consecutivos”, com a de 2020 feita inteira online.

Cinco meses depois veio a 21ª edição, de 16 a 18 de setembro de 2022, também no Oscar Niemeyer, com mais de 50 atrações: Linn da Quebrada de volta, Fresno, as gêmeas Tasha & Tracie, a paulistana Maneva e, da casa, Boogarins e Black Drawing Chalks.
De volta ao Martim, e só com a prata da casa (2023–2025)
A 22ª edição voltou ao Martim Cererê de 15 a 17 de setembro de 2023, com 50 atrações em três palcos: Astúria, Moov e The Buena. Vieram Urias, Tuyo, FBC e Far From Alaska, ao lado de nomes locais como Maaju, Kira Spirandeli, Bruna Mendez e Maduli. A meia solidária dava desconto a quem levasse um quilo de alimento. No dia da abertura, Kossa escreveu que um pedaço grande do coração dele estaria no Martim: “Você ter um festival alternativo em Goiânia por 22 edições é admirável”.
Em 2024, a 23ª edição olhou para dentro: foco nos artistas goianos, cerca de 50 atrações em três palcos, de 27 a 29 de setembro, no Martim Cererê, com Carne Doce, Violins, MC Jacaré e Maaju. A arte homenageou Daniel Belleza, “grande parceiro do festival”, que tinha morrido em julho. Foi feita por Danilo Itty, com materiais que o próprio Belleza criou para edições anteriores do Vaca.
A 24ª edição, em 8 e 9 de novembro de 2025, trocou o Martim pelo Roxy Open Air, também no Setor Sul, com escalação só de artistas locais e sem grandes patrocinadores nem leis de incentivo. Era festa de gente da casa: Johnny Suxxx e as Panteras e Woolloongabbas comemoravam 20 anos de estrada, e o Black Drawing Chalks, que já tinha tocado em 2011 e 2012, voltou ao palco. O passaporte dos dois dias custava R$ 50.
Os 25 anos, em 2026: o que já se sabe — e o que ainda não
A festa dos 25 anos começou num domingo, 6 de setembro de 2026, com o Drops Vaca Amarela, no Martim Cererê. A entrada era de graça, com ingresso retirado na Shotgun, e dois sites, o De Minuto a Minuto e o Brasil em Folhas, pediam também a doação de 1 kg de alimento. Foram quatro palcos. No Bioma, o rock, de Vertigo, às 15h, a Aurora Rules, às 23h, passando por Johnny Suxxx e as Panteras e Sótão. No Moov, a cultura urbana, com showcases e DJ Big no encerramento. No Equatorial, a música autoral de Pedro Tobeats, Maduli e Bruna Mendez. No Ytakuá, o Campeonato Goiano de BeatBox, a Batalha de Rima e o Ball do Vaca Amarela.
Depois de uma edição sem lei de incentivo, o Drops teve apoio da Equatorial Goiás pela Lei Goyazes. E o nome não é novo: em 2015, o site de ingressos já anunciava artistas “nos Drops Vaca Amarela e no Festival Vaca Amarela 2015”.

O ponto alto vem depois. A equipe trabalha desde o primeiro semestre de 2026 numa edição oficial de 25 anos, prevista para 2027, e o Drops é só a primeira ação de um calendário que vai até lá. O plano já mudou uma vez: em novembro de 2025, a página de ingressos da 24ª edição e a Revista Factual anunciavam a edição histórica para 2026.
O que ainda não se sabe, até 1º de outubro de 2026: a data, o lugar, o formato e as atrações da edição de 2027. Nenhuma fonte diz se o Drops conta como a 25ª edição, nem quais são as outras ações prometidas para os próximos meses. E o público do Drops não foi divulgado.
| Edição | Ano | Datas | Onde | Destaques |
|---|---|---|---|---|
| 1ª (segundo o criador) | 2002 | — | Maqna Rock, Setor Bueno | bandas amigas, para dar palco à banda de Pablo Kossa |
| — | 2009 | 11 a 13/set | Martim Cererê | Dead Fish, Canastra, Trilöbit, Los Cociñeros (Argentina); 30 bandas e debates |
| 10ª | 2011 | 9 a 11/set | Martim Cererê | Emicida, Gaby Amarantos, Falcão, Banda Uó, Kumbia Queers (Argentina); 48 bandas |
| 11ª | 2012 | 7 e 8/set | Centro Cultural Oscar Niemeyer | Móveis Coloniais de Acaju, Ratos de Porão, Black Drawing Chalks, Daniel Belleza e os Corações em Fúria |
| 12ª | 2013 | 14 a 16/nov | Martim Cererê | Boogarins, Projota, Bonde do Rolê, Dead Fish; 47 bandas, 35 de Goiás |
| 14ª | 2015 | 4 a 6/set | Centro Cultural Oscar Niemeyer | Emicida, Tulipa Ruiz, Cone Crew, Fresno, Carne Doce |
| 15ª | 2016 | 23 a 25/set | Martim Cererê | Gabriel O Pensador, Mombojó, Francisco, el Hombre, Billy Pilgrim (EUA); mais de 60 atrações |
| 16ª | 2017 | 18 a 24/set | pela cidade; shows principais no Oscar Niemeyer (22 e 23/set) | Pabllo Vittar, Linn da Quebrada, Djonga, MC Carol; 3 mil ingressos esgotados |
| 17ª | 2018 | 7/set | Martim Cererê | Letrux, Rubel, Bemti, Shotgun Wives |
| 18ª | 2019 | 25 a 29/set | Sesc Centro e Martim Cererê | Invasão Nortista (Roraima), Gabeu, Montage, Violins; “Quanto Vale o Show” |
| 19ª | 2020 | 7/set | online, do Martim Cererê e do Centro Cultural UFG | Daniel Belleza, Bruna Mendez, Max Capote (Uruguai); sem público |
| 20ª | 2022 | 15 e 16/abr | Centro Cultural Oscar Niemeyer | 20 anos, adiados duas vezes: Gloria Groove, Karol Conká, Dead Fish |
| 21ª | 2022 | 16 a 18/set | Centro Cultural Oscar Niemeyer | Linn da Quebrada, Fresno, Tasha & Tracie, Maneva, Boogarins; mais de 50 atrações |
| 22ª | 2023 | 15 a 17/set | Martim Cererê | Urias, Tuyo, FBC, Far From Alaska; três palcos |
| 23ª | 2024 | 27 a 29/set | Martim Cererê | Carne Doce, Violins, MC Jacaré; foco nos goianos e homenagem a Daniel Belleza |
| 24ª | 2025 | 8 e 9/nov | Roxy Open Air, Setor Sul | Black Drawing Chalks, Johnny Suxxx e as Panteras, Woolloongabbas, Aurora Rules; só artistas locais |
| — | 2026 | 6/set | Martim Cererê | Drops Vaca Amarela: abre os 25 anos, de graça, em quatro palcos |
A conta tem lacunas. Dos primeiros anos, de 2002 a 2008, sobrou pouco além da memória do criador. A de 2009 aparece sem número, e as de 2010 e 2014 não têm programação conhecida. E 2022 teve duas edições: a dos 20 anos, adiada, em abril, e a 21ª, em setembro.
Perguntas frequentes
Quem criou o Vaca Amarela?
O Vaca Amarela e o Bananada são o mesmo festival?
Onde acontece o Vaca Amarela?
Quando é a edição de 25 anos do Vaca Amarela?
A agenda do Vaca Amarela e o que vier dos 25 anos estão no perfil do festival no TocaOnde.
Antes de fechar
Veja quem está tocando de verdade.
A agenda é pública, e cada show aponta a banda e a casa. Dá pra ouvir e ver o estilo antes de puxar conversa.
