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Memória da cena

A história do Vaca Amarela: o festival que nasceu para dar palco a uma banda e virou vitrine de Goiânia

O Vaca Amarela é um festival de música independente de Goiânia que nasceu, nas palavras do criador, com a mais egoísta das ambições: dar palco à banda dele. Da primeira noite numa boate do Setor Bueno, em 2002, chegou a esgotar 3 mil ingressos com Pabllo Vittar no cartaz, atravessou a pandemia com uma edição online e dividiu a cena da cidade com o Bananada e o Goiânia Noise. Agora faz 25 anos: a festa começou de graça no Martim Cererê, em setembro de 2026, e a edição comemorativa ficou para 2027.

Foto em preto e branco de uma banda tocando num palco com treliças de luz e piso de madeira
A banda Teia no palco do Vaca Amarela de 2023, em Goiânia. Foto: Michelly Matoss · Wikimedia Commons

Em resumo

  • Pablo Kossa criou o Vaca Amarela em 2002, no Maqna Rock, uma boate do Setor Bueno, em Goiânia, para que a banda dele tivesse um palco.

  • O nome foi sugestão de Ulisses Aesse, chefe de Kossa no jornal Diário da Manhã, por causa da cantiga da vaca amarela que pulou a janela.

  • A 10ª edição, de 9 a 11 de setembro de 2011, reuniu 48 bandas no Centro Cultural Martim Cererê, com Emicida, Gaby Amarantos e Banda Uó.

  • Na 16ª edição, em 2017, os 3 mil ingressos para os shows de Pabllo Vittar, Linn da Quebrada, Djonga e MC Carol no Palácio da Música esgotaram na quarta-feira anterior.

  • Em 2020, a 19ª edição foi online, em 7 de setembro, sem público, transmitida do Martim Cererê e do Centro Cultural UFG.

  • A edição dos 20 anos, adiada de 2021, aconteceu em 15 e 16 de abril de 2022 no Centro Cultural Oscar Niemeyer, com Gloria Groove, Karol Conká e Dead Fish.

  • A 24ª edição, em 8 e 9 de novembro de 2025, no Roxy Open Air, teve só artistas locais e nenhum grande patrocínio ou lei de incentivo.

  • O Drops Vaca Amarela abriu os 25 anos em 6 de setembro de 2026, no Martim Cererê, e a edição comemorativa oficial está prevista para 2027.

Revisado em 2 de outubro de 2026.

Um palco para a própria banda (2002–2009)

A história começa com uma confissão. “Criei o Vaca Amarela em 2002 com a mais egoísta das ambições: criar um palco para que minha banda se apresentasse”, escreveu Pablo Kossa em 2023. A primeira noite foi no Maqna Rock, uma boate que funcionava no Setor Bueno. Kossa chamou bandas amigas, contou com a consultoria do Segundo, da Two Beers, e o festival aconteceu. “Foi um sucesso.”

O ano de nascimento muda conforme quem conta. O criador diz 2002. A Assembleia Legislativa de Goiás e a Gazeta Culturismo falam em 2001, e o site da Rádio 96 FM chegou a publicar 1999.

O nome veio da redação de um jornal. Kossa trabalhava no Diário da Manhã, e o chefe dele, Ulisses Aesse, deu a ideia: “coloca o nome Vaca Amarela! Todo mundo conhece a musiquinha da vaca amarela que pulou a janela e todo mundo vai gostar”.

Em 2009, o festival já tinha corpo: 30 bandas no Centro Cultural Martim Cererê, ingresso a R$ 15 por noite e uma rodada de debates sobre a cena independente. O Dead Fish, do Espírito Santo, fechou o sábado. Na mesma noite tocou a goiana Johnny Suxxx and the Fucking Boys, que voltaria em 2011 e 2012. O dinheiro, Kossa explicou, vinha de onde sempre veio: “nossos maiores patrocinadores, como em toda a história do Vaca Amarela, são o público (que paga ingresso e consome no bar) e as bandas”.

Pátio aberto com duas cúpulas brancas baixas, árvores e céu azul com nuvens
O Centro Cultural Martim Cererê, no Setor Sul de Goiânia: recebeu o Vaca Amarela em 2009 e, de novo, a festa dos 25 anos, em 2026 (foto de 2023). Foto: Fronteira · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

Emicida, Gaby Amarantos e a turma da casa (2011–2013)

A 10ª edição, de 9 a 11 de setembro de 2011, levou 48 bandas de vários estados ao Martim Cererê, a R$ 20 por dia. A sexta juntou Gaby Amarantos, do Pará, o Kumbia Queers, da Argentina, a goiana Banda Uó e Falcão, do Ceará, no último horário. No sábado, Emicida fechou a noite depois do Black Drawing Chalks e do Mukeka di Rato.

Foi a última edição de Kossa na produção. “Trabalhei no festival nas mais diversas funções até a décima edição”, ele contou. “Cansei do estresse absurdo que é produzir um evento desse porte.” Passou a bola para amigos, entre eles João Lucas Ribeiro, que segue à frente. Diretor da Fósforo Cultural, a produtora do festival, João Lucas já tinha tocado na Johnny Suxxx and the Fucking Boys.

Gaby Amarantos com maquiagem fluorescente sob luz negra, as mãos na cabeça
Gaby Amarantos tocou na sexta da 10ª edição, em 2011 (foto de dezembro de 2011). Foto: Campus Party Brasil · Wikimedia Commons · CC BY-SA 2.0
A vocalista da Banda Uó canta de macacão estampado, sob luz verde e laranja
A goiana Banda Uó estava na mesma noite (foto de dezembro de 2011, no Sesc Pompeia, em São Paulo). Foto: Mariana Soares · Wikimedia Commons · CC BY 2.0

Em 2012, a 11ª edição foi para o Centro Cultural Oscar Niemeyer, nos dias 7 e 8 de setembro. No cartaz estavam Móveis Coloniais de Acaju, Ratos de Porão, Black Drawing Chalks e Daniel Belleza e os Corações em Fúria. O festival se apresentava filiado ao Circuito Fora do Eixo e à Rede Brasil de Festivais.

A 12ª edição mudou de mês. Foi de 14 a 16 de novembro de 2013, no Martim Cererê recém-reaberto depois de quase dois anos fechado para reforma: 47 bandas, 35 delas de Goiás. Na sexta, às 23h30, o Boogarins subiu ao palco com cerca de um ano de estrada e a atenção do site americano Pitchfork, lembra a Monkeybuzz. Projota tocou com quase uma hora de atraso, e os capixabas do Dead Fish encerraram o festival. Sobre o público, as contas variam: a Scream & Yell registrou 1.800 pagantes no segundo dia, e o Whiplash, uma média de 1.500 a 2.000 pessoas por noite.

Os músicos do Boogarins tocam guitarras num palco escuro, sob fachos de luz azul
O Boogarins tocou na sexta da 12ª edição, em 2013 (foto de 2015, em São Paulo). Foto: Circuito Fora do Eixo · Wikimedia Commons · CC BY-SA 2.0

O palco grande do Oscar Niemeyer (2015–2017)

Em 2015, a 14ª edição voltou ao Centro Cultural Oscar Niemeyer, de 4 a 6 de setembro. O espaço tinha recebido o Bananada em maio, e a Rolling Stone comparou: o Bananada lotou o Oscar Niemeyer com 10 mil pessoas para ver Criolo; o Vaca, pelo menos na sexta, não encheu. Quem foi assistiu com folga aos 12 shows da noite. O goiano Carne Doce abriu cantando que “o progresso é mato”, e Emicida entrou já na madrugada de sábado. Tulipa Ruiz fechou o sábado, e o Cone Crew, o domingo, que também teve Fresno.

Cúpula branca de concreto sobre uma esplanada, com prédios de Goiânia ao fundo
O Palácio da Música, no Centro Cultural Oscar Niemeyer, onde o Vaca de 2017 fez os shows principais (foto de 2016). Foto: Fronteira · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0
Emicida, de óculos escuros e camiseta preta, canta ao microfone com a mão erguida
Emicida no Vaca Amarela de 2015, no Oscar Niemeyer. Foto: Cláudio Cologni / divulgação, via Rolling Stone Brasil

No ano seguinte, a 15ª edição voltou ao Martim Cererê, de 23 a 25 de setembro, com mais de 60 atrações: Gabriel O Pensador, Mombojó, Francisco, el Hombre, As Bahias e a Cozinha Mineira e os americanos do Billy Pilgrim, ao lado de goianos como Overfuzz, Hellbenders e Carne Doce. Além dos shows, teve batalha de MCs, DJs e drag queens, debate sobre gênero e música e roda de conversa sobre o jovem negro no Brasil. Dias antes, em 10 de setembro, o Vaca tinha ganhado um dia de mostra na programação das Paralimpíadas, na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro.

Em 2017, a 16ª edição se espalhou por casas de show e teatros de Goiânia, de 18 a 24 de setembro. O anúncio virou lema: “Faça chuva (quase impossível) ou sol, com ou sem apoios públicos ou privados”. A primeira atração confirmada foi Pabllo Vittar, e os shows principais, na sexta e no sábado, foram dentro do Palácio da Música. Os 3 mil ingressos esgotaram na quarta-feira, e um lote extra acabou em minutos.

Pabllo fechou a sexta, e o teatro quase veio abaixo com “Sua Cara” e “K.O.”, entre cartinhas de fãs e invasões de palco. Antes dela, o Sapabonde, de Brasília, fez um ritual de “cura hétero” contra a decisão judicial daquela semana que tinha autorizado a “cura gay”. No sábado, Djonga desceu para o meio do público em “Fantasma”, o show de Linn da Quebrada teve até a brincadeira de chamar a cidade de “Gayânia”, e MC Carol fechou a noite tomando um Toddynho durante “Bateu Uma Onda”.

Nem tudo foi festa. Depois da sexta, parte do público reclamou de falta de segurança, de roubos e furtos de celular dentro do evento e de carros com vidro quebrado do lado de fora. No sábado, a produção reforçou a segurança e baixou o estacionamento de R$ 15 para R$ 5, mas os atrasos chegaram a quase duas horas. O domingo ainda teve, no República Underground, uma programação em homenagem aos 30 anos do acidente com o césio-137.

MC Carol, de perfil, bebe de uma caixinha de achocolatado sob luz azul
MC Carol toma seu Toddynho no palco do Vaca Amarela, em 2017. Foto: Fernanda Leonor / 365 Shows, via Jornal Opção
Pabllo Vittar canta num palco colorido, de jaqueta e saia de franjas claras
Pabllo Vittar, a primeira atração confirmada de 2017 (foto de 2020, em Belo Horizonte). Foto: Bruno Figueiredo · Wikimedia Commons · CC BY-SA 2.0

Na mesma cidade do Bananada

Goiânia tem mais de um festival independente, e é fácil confundir. Em 2013, o Whiplash via o Vaca dividir com o Bananada e o Goiânia Noise a atenção da cena: “o simples fato da cidade ter três festivais independentes fortes já diz muito”. Cada um tem sua produtora. Em 2016, a Curta Mais apresentava o Bananada como festival da A Construtora Música e Cultura, de Fabrício Nobre e Daianne Dias, o Goiânia Noise como da Monstro Discos e o Vaca Amarela como da Fósforo Cultural. O calendário também separa o Vaca do Bananada: o Vaca animou os setembros da cidade por anos, enquanto o Bananada de 2015, por exemplo, foi em maio.

Mas eles se cruzam. Em maio de 2017, um showcase do Vaca Amarela abriu o primeiro dia do Bananada, no Sesc Centro, com Bruna Mendez e o show João Canta Brandão, o projeto de João Lucas Ribeiro. Quatro meses depois, Fabrício Nobre, fundador do Bananada, estava na plateia do Vaca e se empolgou com o trio goiano Lutre: “Essa banda é muito boa”.

Banda toca num palco de teatro com luz azul e vermelha; o vocalista, de jaqueta vermelha, canta ao centro
O showcase do Vaca Amarela que abriu o primeiro dia do Bananada de 2017, no Sesc Centro, em Goiânia. Foto: Mídia NINJA / Festival Bananada · Wikimedia Commons · CC BY-SA 2.0

Do Norte à internet, e os 20 anos adiados (2018–2022)

A 17ª edição, em 2018, coube numa noite só: 7 de setembro, no Martim Cererê, com Rubel, Bemti, Shotgun Wives e Letrux no último horário. O anúncio fazia a conta: 17 anos seguidos em setembro.

Em 2019, a 18ª edição durou cinco dias, de 25 a 29 de setembro, entre o Sesc Centro e o Martim Cererê. A novidade foi a Invasão Nortista, com quatro bandas de Roraima, Jamrock, Bodó Valorizado, Modesto a Parte e Urutu do Olho Fundo, que prometiam misturar carimbó, lambada e brega com rock e pop. A sexta teve o “pocnejo”, o sertanejo gay do paulista Gabeu, e o Montage, projeto do cantor Daniel Peixoto. Sem patrocínio público, o festival deixou a plateia escolher o preço no Martim Cererê: a campanha “Quanto Vale o Show” começava em R$ 5.

Quatro músicos tocam num palco de teatro com piso de madeira e luz azul
A Jamrock, de Roraima, uma das quatro bandas da Invasão Nortista, em 2019. Foto: Cobertura Vaca Amarela, via Mídia NINJA

Em 2020 veio a pandemia, e a 19ª edição foi para a internet. Em 7 de setembro, das 16h às 23h, sem público, os shows saíram do Martim Cererê e do Centro Cultural UFG pela plataforma BEAPP, de uma empresa de Berlim, de graça para quem baixasse o aplicativo. Urutu do Olho Fundo e Jamrock voltaram pela Invasão Nortista, e a escalação teve Daniel Belleza, Bruna Mendez e o uruguaio Max Capote.

A edição dos 20 anos deveria ter sido em setembro de 2021. Foi adiada para 21 e 22 de janeiro de 2022 e depois adiada de novo, por causa de um decreto contra a variante ômicron. Aconteceu em 15 e 16 de abril de 2022, no Oscar Niemeyer, com Gloria Groove, Karol Conká e o Dead Fish, que já tinha tocado no Vaca em 2009 e 2013.

Sobre a pandemia, as versões diferem. Para Kossa, o festival animou os setembros de Goiânia ano após ano, “somente interrompido, por motivos óbvios”, na pandemia. A organização conta de outro jeito: “O festival nunca deixou de acontecer mesmo em situações adversas. Foram 19 edições em 19 anos consecutivos”, com a de 2020 feita inteira online.

Montagem com três fotos: Gloria Groove de gorro branco e unhas vermelhas, Karol Conká com tranças enfeitadas e os três integrantes do Dead Fish
Gloria Groove, Karol Conká e o Dead Fish, as atrações principais dos 20 anos, em abril de 2022. Foto: divulgação, via Mídia NINJA

Cinco meses depois veio a 21ª edição, de 16 a 18 de setembro de 2022, também no Oscar Niemeyer, com mais de 50 atrações: Linn da Quebrada de volta, Fresno, as gêmeas Tasha & Tracie, a paulistana Maneva e, da casa, Boogarins e Black Drawing Chalks.

De volta ao Martim, e só com a prata da casa (2023–2025)

A 22ª edição voltou ao Martim Cererê de 15 a 17 de setembro de 2023, com 50 atrações em três palcos: Astúria, Moov e The Buena. Vieram Urias, Tuyo, FBC e Far From Alaska, ao lado de nomes locais como Maaju, Kira Spirandeli, Bruna Mendez e Maduli. A meia solidária dava desconto a quem levasse um quilo de alimento. No dia da abertura, Kossa escreveu que um pedaço grande do coração dele estaria no Martim: “Você ter um festival alternativo em Goiânia por 22 edições é admirável”.

Em 2024, a 23ª edição olhou para dentro: foco nos artistas goianos, cerca de 50 atrações em três palcos, de 27 a 29 de setembro, no Martim Cererê, com Carne Doce, Violins, MC Jacaré e Maaju. A arte homenageou Daniel Belleza, “grande parceiro do festival”, que tinha morrido em julho. Foi feita por Danilo Itty, com materiais que o próprio Belleza criou para edições anteriores do Vaca.

A 24ª edição, em 8 e 9 de novembro de 2025, trocou o Martim pelo Roxy Open Air, também no Setor Sul, com escalação só de artistas locais e sem grandes patrocinadores nem leis de incentivo. Era festa de gente da casa: Johnny Suxxx e as Panteras e Woolloongabbas comemoravam 20 anos de estrada, e o Black Drawing Chalks, que já tinha tocado em 2011 e 2012, voltou ao palco. O passaporte dos dois dias custava R$ 50.

Os 25 anos, em 2026: o que já se sabe — e o que ainda não

A festa dos 25 anos começou num domingo, 6 de setembro de 2026, com o Drops Vaca Amarela, no Martim Cererê. A entrada era de graça, com ingresso retirado na Shotgun, e dois sites, o De Minuto a Minuto e o Brasil em Folhas, pediam também a doação de 1 kg de alimento. Foram quatro palcos. No Bioma, o rock, de Vertigo, às 15h, a Aurora Rules, às 23h, passando por Johnny Suxxx e as Panteras e Sótão. No Moov, a cultura urbana, com showcases e DJ Big no encerramento. No Equatorial, a música autoral de Pedro Tobeats, Maduli e Bruna Mendez. No Ytakuá, o Campeonato Goiano de BeatBox, a Batalha de Rima e o Ball do Vaca Amarela.

Depois de uma edição sem lei de incentivo, o Drops teve apoio da Equatorial Goiás pela Lei Goyazes. E o nome não é novo: em 2015, o site de ingressos já anunciava artistas “nos Drops Vaca Amarela e no Festival Vaca Amarela 2015”.

Banda de rock no palco sob luz azul: vocalista sem camisa e de boné, baixista, baterista e guitarrista de cabelo cacheado claro
A Aurora Rules, que fechou o palco Bioma do Drops Vaca Amarela, em foto de divulgação. Foto: divulgação, via Mais Goiás

O ponto alto vem depois. A equipe trabalha desde o primeiro semestre de 2026 numa edição oficial de 25 anos, prevista para 2027, e o Drops é só a primeira ação de um calendário que vai até lá. O plano já mudou uma vez: em novembro de 2025, a página de ingressos da 24ª edição e a Revista Factual anunciavam a edição histórica para 2026.

O que ainda não se sabe, até 1º de outubro de 2026: a data, o lugar, o formato e as atrações da edição de 2027. Nenhuma fonte diz se o Drops conta como a 25ª edição, nem quais são as outras ações prometidas para os próximos meses. E o público do Drops não foi divulgado.

Edição por edição
EdiçãoAnoDatasOndeDestaques
1ª (segundo o criador)2002—Maqna Rock, Setor Buenobandas amigas, para dar palco à banda de Pablo Kossa
—200911 a 13/setMartim CererêDead Fish, Canastra, Trilöbit, Los Cociñeros (Argentina); 30 bandas e debates
10ª20119 a 11/setMartim CererêEmicida, Gaby Amarantos, Falcão, Banda Uó, Kumbia Queers (Argentina); 48 bandas
11ª20127 e 8/setCentro Cultural Oscar NiemeyerMóveis Coloniais de Acaju, Ratos de Porão, Black Drawing Chalks, Daniel Belleza e os Corações em Fúria
12ª201314 a 16/novMartim CererêBoogarins, Projota, Bonde do Rolê, Dead Fish; 47 bandas, 35 de Goiás
14ª20154 a 6/setCentro Cultural Oscar NiemeyerEmicida, Tulipa Ruiz, Cone Crew, Fresno, Carne Doce
15ª201623 a 25/setMartim CererêGabriel O Pensador, Mombojó, Francisco, el Hombre, Billy Pilgrim (EUA); mais de 60 atrações
16ª201718 a 24/setpela cidade; shows principais no Oscar Niemeyer (22 e 23/set)Pabllo Vittar, Linn da Quebrada, Djonga, MC Carol; 3 mil ingressos esgotados
17ª20187/setMartim CererêLetrux, Rubel, Bemti, Shotgun Wives
18ª201925 a 29/setSesc Centro e Martim CererêInvasão Nortista (Roraima), Gabeu, Montage, Violins; “Quanto Vale o Show”
19ª20207/setonline, do Martim Cererê e do Centro Cultural UFGDaniel Belleza, Bruna Mendez, Max Capote (Uruguai); sem público
20ª202215 e 16/abrCentro Cultural Oscar Niemeyer20 anos, adiados duas vezes: Gloria Groove, Karol Conká, Dead Fish
21ª202216 a 18/setCentro Cultural Oscar NiemeyerLinn da Quebrada, Fresno, Tasha & Tracie, Maneva, Boogarins; mais de 50 atrações
22ª202315 a 17/setMartim CererêUrias, Tuyo, FBC, Far From Alaska; três palcos
23ª202427 a 29/setMartim CererêCarne Doce, Violins, MC Jacaré; foco nos goianos e homenagem a Daniel Belleza
24ª20258 e 9/novRoxy Open Air, Setor SulBlack Drawing Chalks, Johnny Suxxx e as Panteras, Woolloongabbas, Aurora Rules; só artistas locais
—20266/setMartim CererêDrops Vaca Amarela: abre os 25 anos, de graça, em quatro palcos

A conta tem lacunas. Dos primeiros anos, de 2002 a 2008, sobrou pouco além da memória do criador. A de 2009 aparece sem número, e as de 2010 e 2014 não têm programação conhecida. E 2022 teve duas edições: a dos 20 anos, adiada, em abril, e a 21ª, em setembro.

Perguntas frequentes

Quem criou o Vaca Amarela?

Pablo Kossa, que criou o festival em 2002 para dar palco à própria banda e trabalhou nele até a 10ª edição. Depois, passou a produção para amigos. Quem segue à frente é João Lucas Ribeiro, diretor da Fósforo Cultural.

O Vaca Amarela e o Bananada são o mesmo festival?

Não. Os dois são de Goiânia e de música independente, mas têm donos diferentes: o Bananada foi fundado por Fabrício Nobre, e o Vaca Amarela, por Pablo Kossa, com produção da Fósforo Cultural. Em 2015, os dois passaram pelo mesmo Centro Cultural Oscar Niemeyer: o Bananada em maio, o Vaca em setembro.

Onde acontece o Vaca Amarela?

O festival muda de endereço dentro de Goiânia. Nasceu no Maqna Rock, passou várias vezes pelo Centro Cultural Martim Cererê e pelo Centro Cultural Oscar Niemeyer, dividiu a edição de 2019 com o Sesc Centro e, em 2025, foi para o Roxy Open Air.

Quando é a edição de 25 anos do Vaca Amarela?

A comemoração começou com o Drops Vaca Amarela, em 6 de setembro de 2026. A edição oficial dos 25 anos está prevista para 2027, ainda sem data, lugar ou atrações anunciados.

A agenda do Vaca Amarela e o que vier dos 25 anos estão no perfil do festival no TocaOnde.

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