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Memória da cena

A história do Morrostock: o festival que nasceu ao pé de um morro em Sapiranga e fez casa em Santa Maria

O Morrostock é um festival de música e artes com acampamento incluído no ingresso. Nasceu em outubro de 2007 num bar ao pé do Morro Ferrabraz, em Sapiranga, com 23 bandas e cerca de 2 mil pessoas. Mudou de endereço algumas vezes até fincar pé no Balneário Ouro Verde, em Santa Maria, em 2016. No caminho, recebeu Arnaldo Baptista e os Mutantes, atravessou uma pandemia e uma enchente, e chega à 17ª edição em dezembro de 2026.

Público sorrindo e dançando de braços para cima, entre árvores, no Morrostock
O público do Morrostock, em foto de divulgação do festival. Foto: Carolina (@buenaonda.sm) / divulgação, via Brasil de Fato

Em resumo

  • O primeiro Morrostock aconteceu de 11 a 14 de outubro de 2007 no Bar do Morro, ao pé do Morro Ferrabraz, em Sapiranga (RS), com 23 bandas e cerca de 2 mil pessoas.

  • Paulo Zé é o fundador do Morrostock.

  • Arnaldo Baptista, ex-Mutantes, foi a atração de peso da 7ª edição, com show marcado para 11 de outubro de 2013 no Centro Cultural Lúcio Fleck, em Sapiranga.

  • Desde 2016, o Morrostock acontece no Balneário Ouro Verde, no distrito de Três Barras, interior de Santa Maria (RS).

  • Os Mutantes tocaram na 11ª edição do Morrostock, de 1º a 3 de dezembro de 2017.

  • A 16ª edição, com o tema “reconstruir”, foi marcada para 17 a 21 de abril de 2025, no feriadão de Páscoa e Tiradentes, no Balneário Ouro Verde.

  • A 17ª edição, Reconstruir RS Parte II, acontece de 10 a 13 de dezembro de 2026 no Balneário Ouro Verde, com três palcos.

  • Mais de 650 bandas de 40 municípios gaúchos e artistas de outros 12 países sul-americanos já passaram pelo Morrostock, para um público de cerca de 35 mil pessoas.

Revisado em 1 de outubro de 2026.

Ao pé do Morro Ferrabraz (2007–2009)

A primeira edição se chamava MorroStock Open Air Festival e ocupou o Bar do Morro, ao pé do Morro Ferrabraz, em Sapiranga, de 11 a 14 de outubro de 2007. Foram quatro noites e 23 bandas, do fim da tarde até o dia raiar. Vieram os finlandeses do Rattus, os tchecos do See You in Hell e o Dead Fish, do Espírito Santo, ao lado de gaúchos como Wander Wildner, Graforréia Xilarmônica e Os Replicantes. De dia tinha trilha histórica, voo livre e plantio de mata nativa. Cerca de 2 mil pessoas passaram por lá.

O Morro Ferrabraz, coberto de mata, visto da cidade de Sapiranga
O Morro Ferrabraz, em Sapiranga: o primeiro Morrostock aconteceu no Bar do Morro, ao pé dele (foto de 2022). Foto: Prscosta · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

Por trás de tudo estava Paulo Zé, o fundador e cabeça do festival. A ideia, ele resumiu assim: “mostrar que é possível fazer um festival cujo objetivo não é necessariamente lucrar, mas unir as pessoas e promover a música”.

O Morro cresceu rápido. A segunda edição, em 2008, teve 35 bandas em três dias, entre elas Os Inocentes, de São Paulo, Pata de Elefante e Júlio Reny. A terceira, de 9 a 12 de outubro de 2009, aproveitou o feriadão com acampamento, venda de discos, produtos orgânicos e voo livre, e trouxe o Mukeka di Rato, do Espírito Santo, e os argentinos do Jersey Killer.

Cartaz do MorroStock 2007 com a silhueta do morro, a lista de bandas e as datas de 11 a 14 de outubro
O cartaz da primeira edição, em outubro de 2007: ingresso antecipado a R$ 15 por dia. Cartaz: Morrostock, via blog oficial do festival
Wander Wildner cantando num palco, em show em Porto Alegre
Wander Wildner tocou no primeiro Morrostock e voltou muitas vezes (foto de 2016, em Porto Alegre). Foto: Conexões Globais · Wikimedia Commons · CC BY 2.0

A cidade inteira vira palco (2010–2014)

Na quarta edição, em 2010, o festival desceu o morro. Foram dez dias, de 15 a 24 de outubro, com mais de 50 shows espalhados entre o Bar do Morro e o centro de Sapiranga: Praça da Bandeira, auditório do Centro Cultural, plenário da Câmara de Vereadores. Tocaram Júpiter Maçã, Apanhador Só, Pata de Elefante e a banda polonesa Mitch & Mitch.

Em 2011, a festa de cinco anos ganhou mais um endereço, o Sítio Picada Verão, e a programação fechava com uma virada de 27 horas de rock: começava às 17h de sábado e ia até o fim da tarde de domingo, com a Graforréia Xilarmônica por último. Nos anos seguintes, o Morro passou a acontecer no sítio, e em 2012 levou internet de alta velocidade para o meio do mato.

A sétima edição, em 2013, recebeu mais de 300 inscrições de bandas. O nome de peso era Arnaldo Baptista: o ex-Mutante tinha show marcado para 11 de outubro no Centro Cultural Lúcio Fleck, no centro da cidade. A programação do sítio tinha Ratos de Porão, Krisiun e o trio instrumental Quarto Sensorial.

Em 2014, a oitava edição se dividiu em dois fins de semana: um de rock pesado, com Dead Fish e Nervosa no line-up, e outro de rock e psicodelia, com Wander Wildner, Júpiter Maçã, Garotos da Rua e Tequila Baby. Eram mais de 80 atrações anunciadas, e o ingresso dava direito a acampar.

Arnaldo Baptista ao teclado, em show
Arnaldo Baptista, ex-Mutantes, foi o nome de peso da edição de 2013 (foto de 2007). Foto: Sérgio Savarese · Wikimedia Commons · CC BY 2.0
Júpiter Maçã de óculos escuros, em show
Júpiter Maçã estava no line-up de 2010 e de 2014 e encerrou a edição de 2015 (foto de 2007). Foto: Thiago Piccoli · Wikimedia Commons · CC BY 2.0

A lagoa e os 10 anos em Santa Maria (2015–2016)

Em 2015, o Morrostock mudou de casa e foi para Capela de Santana, de 9 a 12 de outubro. A edição se chamou “de Boa na Lagoa” e começou depois de mais de uma semana de chuva. Na primeira noite, conta a Noize, ninguém lembrava mais que estava dançando de galochas. Made in Brazil levou 48 anos de estrada ao palco, Francisco, el Hombre fechou o domingo e Júpiter Maçã encerrou tudo de peruca vermelha, na segunda-feira de sol.

No ano seguinte veio a mudança que ficou. Os 10 anos foram comemorados de 2 a 4 de dezembro de 2016 no Balneário Ouro Verde, em Três Barras, no interior de Santa Maria, coração do Rio Grande do Sul. A escalação anunciada tinha Liniker e os Caramelows, Ava Rocha, Boogarins, Apanhador Só, Os Replicantes e, de novo, Wander Wildner, que estava na primeira edição e já tinha voltado em 2009 e 2010, em 2014 e em 2015. O balneário é a casa do festival desde então.

A banda Francisco, el Hombre tocando num palco ao ar livre
Francisco, el Hombre fechou o domingo da edição de 2015, em Capela de Santana (foto de 2016, em Cotia). Foto: Victor Lopes · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0
Liniker cantando ao microfone
Liniker estava no line-up dos 10 anos do festival, com os Caramelows, em dezembro de 2016 (foto de março de 2016, em Brasília). Foto: Circuito Fora do Eixo · Wikimedia Commons · CC BY-SA 2.0

Mutantes no palco Pachamama (2017–2019)

A 11ª edição, de 1º a 3 de dezembro de 2017, teve dois palcos e um nome maior que todos no cartaz: os Mutantes. Sérgio Dias subiu ao palco Pachamama perto das 23h de sábado, gripado e com febre. “Vou fazer o que der”, avisou. O som deu trabalho, mas Batmacumba, Top Top e Balada do Louco estavam no repertório, e o bis virou pelo menos cinco músicas. A mesma edição teve Bloco da Laje às 16h de sábado, Mulamba, Boogarins e Francisco, el Hombre, para cerca de 2 mil acampados.

Naquele ano, o Morro também abriu a curadoria: a Comuna Morrostock escolheu boa parte da grade, e o festival lançou um documentário com a produtora santa-mariense Toca Audiovisual.

Sérgio Dias canta e toca guitarra no palco, ao lado de uma guitarrista de cabelo comprido
Sérgio Dias, dos Mutantes, ao lado da guitarrista Carly Briant no palco Pachamama, em 2017. Foto: Renan Mattos Fotografia, via Unijuí FM
Integrantes do Bloco da Laje fantasiados no palco do Morrostock
O Bloco da Laje levou o clima de carnaval à tarde de sábado, em 2017. Foto: Renan Mattos Fotografia, via Unijuí FM

Em janeiro de 2018, o festival anunciou sua primeira noite em Porto Alegre: 16 de junho, no Pepsi On Stage, com Liniker e os Caramelows, BaianaSystem e Bloco da Laje. A 12ª edição ficou para o balneário, de 30 de novembro a 2 de dezembro, com 40 shows previstos e mais episódios do documentário Galáxia Morrostock.

Em fevereiro de 2019, o Morrostock juntou forças com o Psicodália, festival de Santa Catarina, e criou o Morrodália, um pré-carnaval no mesmo Balneário Ouro Verde, com Francisco, el Hombre, Bloco da Laje e Cuscobayo confirmados.

A 13ª edição, de 14 a 17 de novembro de 2019, reuniu 1.800 pessoas em três palcos: Pachamama, Pacal e Lago. A Mulamba pediu lanternas e isqueiros para o alto, a Supervão segurou o palco principal às 3h da manhã e o Bloco da Laje fechou o domingo com o público vestido nas cores do grupo. Foi o último Morro presencial antes da pandemia.

Pandemia, Morrodália e a volta dos 15 anos (2020–2023)

Sem festa no balneário, o Morro foi para a internet. Para 30 e 31 de janeiro de 2021, o Morrostock de Peso na Trilha programou dois dias de shows online de bandas independentes gaúchas, feitos com o estúdio Trilha Hub Cultura, de Sapucaia do Sul, e o coletivo Arquivo Punk Rock do Sul, num projeto aprovado em edital da Lei Aldir Blanc. Em novembro de 2022, a terceira edição do Morrodália (as duas primeiras tinham sido em Santa Maria) foi para o Paradouro Rota das Barragens, em São Francisco de Paula, na Serra, com Duda Beat, Gilsons, Otto, Ultramen e Black Pantera no line-up.

A volta do Morrostock veio em dezembro de 2023, na edição dos 15 anos. Primeiro, uma semana de programação de graça em espaços públicos e bares de Itaara, cidade vizinha, de 1º a 7 de dezembro. Depois, de 8 a 10, todo mundo para o balneário, com Rogério Skylab, Black Pantera, Valéria Barcellos, Mateus Fazeno Rock, Bloco da Laje e os uruguaios da La Imbailable Cumbia Orquesta no line-up.

Barracas coloridas espalhadas na grama, entre árvores, no acampamento do festival
O acampamento do Morrostock, entre as árvores (foto de divulgação do festival). Foto: Carolina (@buenaonda.sm) / divulgação, via Brasil de Fato

A enchente e o Reconstruir RS (2024–2025)

Em 2024, o Rio Grande do Sul viveu uma tragédia climática que atingiu mais de 400 municípios e deixou pelo menos 147 mortos. “Quando a gente estava começando a planejar a edição, para botar na rua, aconteceu o que aconteceu”, contou Paulo Zé ao el Cabong. “A gente viu que era uma situação gravíssima, sem precedentes.” Em julho, a 16ª edição foi registrada no Pró-Cultura RS para 6 a 8 de dezembro de 2024, no balneário.

A 16ª acabou saindo de 17 a 21 de abril de 2025, no feriadão de Páscoa e Tiradentes, com o tema “reconstruir”: cinco dias de acampamento à beira do rio e uma decisão. Nenhum artista de outro estado brasileiro. Paulo Zé já vinha notando a falta de bandas gaúchas nos line-ups dos festivais nacionais. A escalação juntou Vitor Ramil, Cachorro Grande, Carlinhos Carneiro celebrando os 25 anos da Bidê ou Balde e Julio Reny a nomes da Argentina, do Uruguai, do Paraguai e do Chile, como os uruguaios do Cuatro Pesos de Propina.

O formato também mudou. Paulo Zé quis acabar com o medo de perder algum show, o tal FOMO: no novo Morro, nenhum show começa antes de o outro terminar, e entre um e outro ficam 10 a 15 minutos de discotecagem leve para comer, ir ao banheiro ou só respirar. “São 1.500 pessoas acampadas, durante cinco dias formando uma cidade temporária”, ele descreveu.

Vitor Ramil, de barba, em retrato
Vitor Ramil esteve na escalação da 16ª edição, em abril de 2025 (foto de 2010). Foto: Ana Ruth Miranda / Cultura RS · Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0
Banda tocando sob um teto de tecidos psicodélicos, com o letreiro do Morrostock ao fundo e o público em primeiro plano
Zilladxg e Bala Cachorro no Morrostock 2025, sob o letreiro do festival. Foto: Augusto Devincenzi / divulgação, via site oficial do Morrostock

Somando tudo, o Jornal do Comércio contou em 2025 mais de 650 bandas de 40 municípios gaúchos, além de artistas de outros 12 países sul-americanos, para um público de cerca de 35 mil pessoas. Na lista de quem já pisou nos palcos do Morro estão Mutantes, Cordel do Fogo Encantado, Liniker, Céu, Nação Zumbi e Arnaldo Baptista.

A 17ª edição, em 2026: o que já se sabe — e o que ainda não

A 17ª edição, Reconstruir RS Parte II, acontece de 10 a 13 de dezembro de 2026 no Balneário Ouro Verde. O ingresso vale para todos os dias e dá acesso ao camping. São três palcos: o Pachamama Petrobras, o Palco Pacal e o Palco Lago, na beira do lago do balneário. O festival é apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Petrobras, pelo Programa Rouanet Emergencial RS.

A escalação foi anunciada em 9 de setembro, num evento no Hub Atividade, em Porto Alegre. Entre os convidados estão Renato Borghetti, Valéria Barcellos com o show Missioneira, só com musicistas mulheres, Zudizilla, Da Guedes, o Tum Toin Foin do maestro Arthur de Faria e o show Ialodê, que junta Loma, Glau Barros, Nina Fola e Marietti Fialho. Depois de um ano só com gaúchos e sul-americanos, o Morro volta a receber gente de outros estados: Djuena Tikuna, do Amazonas, Raidol, do Pará, e Asfixia Social, de São Paulo. Da América do Sul vêm Entre Rulos (Chile), Juan Mariño (Uruguai), Pepa Díaz (Argentina) e Sandía (Paraguai).

Outras 12 bandas gaúchas saíram do edital do festival, que distribui R$ 48 mil em cachês. Entre elas estão Pata de Elefante, que já estava no line-up de 2008 e 2010 e dos 10 anos, Quarto Sensorial, que estava na programação de 2013, Quem é Você, Alice? e Lo Que Te Voy A Decir, que estava na programação online de 2021. Os ingressos estão na Sympla, a partir de R$ 90.

Renato Borghetti tocando acordeão em show
Renato Borghetti é um dos convidados da 17ª edição, em dezembro de 2026 (foto de 2006, em Brasília). Foto: Wilson Dias / Agência Brasil · Wikimedia Commons · CC BY 3.0 BR

O que ainda não se sabe, até 1º de outubro de 2026: a grade dia a dia não foi publicada, nem no site oficial nem na página de ingressos, então não dá para dizer quem toca em qual noite. E ficam duas pontas soltas. Em abril de 2025, Paulo Zé anunciou duas edições naquele ano, uma em abril e outra em dezembro, mas não aparece notícia de um Morrostock em dezembro de 2025: a de abril foi a 16ª, e a de dezembro de 2026 é a 17ª. E nenhuma fonte conta por que a edição registrada para dezembro de 2024 só saiu em abril do ano seguinte.

Edição por edição
EdiçãoAnoDatasOndeLine-up e destaques
1ª200711 a 14/outBar do Morro, SapirangaRattus (Finlândia), Dead Fish, Wander Wildner, Graforréia Xilarmônica; 23 bandas, cerca de 2 mil pessoas
2ª2008outubroBar do Morro, Sapiranga35 bandas em três dias
3ª20099 a 12/outBar do Morro, SapirangaMukeka di Rato, Os Replicantes, Jersey Killer (Argentina)
4ª201015 a 24/outBar do Morro e centro de SapirangaJúpiter Maçã, Apanhador Só, Mitch & Mitch (Polônia); mais de 50 shows
—20117 a 16/outBar do Morro, centro e Sítio Picada Verão, Sapirangavirada de 27 horas de rock, com a Graforréia Xilarmônica no encerramento
—2012outubroSítio Picada Verão, Sapiranga—
7ª20134 a 13/outSítio Picada Verão e centro de SapirangaArnaldo Baptista, Ratos de Porão, Krisiun, Quarto Sensorial; mais de 300 bandas inscritas
8ª201410 a 12 e 17 a 19/outSítio Picada Verão, SapirangaDead Fish, Nervosa, Júpiter Maçã, Wander Wildner; mais de 80 atrações
—20159 a 12/outCapela de Santana“de Boa na Lagoa”: Made in Brazil, O Terno, Francisco, el Hombre
10ª20162 a 4/dezBalneário Ouro Verde, Santa Maria10 anos: Liniker e os Caramelows, Ava Rocha, Boogarins
11ª20171º a 3/dezBalneário Ouro VerdeMutantes, Boogarins, Bloco da Laje, Mulamba; cerca de 2 mil acampados
—201816/jun (anunciada)Pepsi On Stage, Porto Alegrenoite especial anunciada: Liniker e os Caramelows, BaianaSystem, Bloco da Laje
12ª201830/nov a 2/dezBalneário Ouro Verde12 anos; 40 shows previstos
—201922 a 24/fevBalneário Ouro Verde1º Morrodália, com o Psicodália: Francisco, el Hombre, Bloco da Laje, Cuscobayo
13ª201914 a 17/novBalneário Ouro VerdeMulamba, Papisa, BIKE, Bloco da Laje; 1.800 pessoas
—202130 e 31/janonlineMorrostock de Peso na Trilha: bandas independentes gaúchas (Lei Aldir Blanc)
—202211 a 15/novParadouro Rota das Barragens, São Francisco de Paula3º Morrodália: Duda Beat, Gilsons, Otto, Black Pantera
—20231º a 7/dez (Itaara) e 8 a 10/dezItaara e Balneário Ouro Verde15 anos: Rogério Skylab, Black Pantera, Valéria Barcellos, Bloco da Laje
—20246 a 8/dez (prevista)Balneário Ouro Verdea 16ª foi registrada para essa data e saiu em abril de 2025
16ª202517 a 21/abrBalneário Ouro VerdeReconstruir RS: Vitor Ramil, Cachorro Grande, Carlinhos Carneiro; só artistas gaúchos e sul-americanos
17ª202610 a 13/dezBalneário Ouro VerdeReconstruir RS Parte II: Renato Borghetti, Valéria Barcellos, Zudizilla

A conta das edições tem um buraco: a de 2019 foi a 13ª, e a de abril de 2025 já era a 16ª. No meio vieram a edição online de 2021, edições do Morrodália, feito com o Psicodália, e a festa dos 15 anos, em 2023, e nenhuma fonte diz quais delas entraram na conta. Por isso a tabela não numera esses anos, como não numera 2011, 2012 e 2015, que ninguém anunciou com número.

Perguntas frequentes

Onde acontece o Morrostock?

No Balneário Ouro Verde, no distrito de Três Barras, interior de Santa Maria (RS), desde 2016. Antes, o festival passou por Sapiranga, onde nasceu em 2007, e por Capela de Santana, em 2015.

Quando é o Morrostock 2026?

De 10 a 13 de dezembro de 2026, no Balneário Ouro Verde. O ingresso vale para todos os dias, inclui o camping e está à venda na Sympla a partir de R$ 90.

Quem criou o Morrostock?

Paulo Zé, que fundou o festival em Sapiranga, em 2007, e segue como idealizador e produtor.

Quem já tocou no Morrostock?

Arnaldo Baptista (2013), Liniker e os Caramelows (2016), os Mutantes (2017), Francisco, el Hombre, Boogarins, Ratos de Porão, Dead Fish, Wander Wildner e Júpiter Maçã, entre mais de 650 bandas.

A programação da 17ª edição está no perfil do Morrostock no TocaOnde.

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