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Memória da cena

A história do MADA: o festival que nasceu sob uma lona de circo e pôs Natal no mapa

O MADA, o Música Alimento da Alma, nasceu em 1998 sob uma lona de circo, na Rua Chile, no bairro da Ribeira, em Natal. Virou o evento que pôs Natal no mapa nacional dos festivais de música. Trouxe sua primeira banda estrangeira, os nova-iorquinos do The Walkmen, em 2004, teve Franz Ferdinand e BaianaSystem na festa de 20 anos, atravessou a pandemia sem aceitar virar live e, em 2025, virou patrimônio cultural imaterial do Rio Grande do Norte. A 28ª edição é em 16 e 17 de outubro de 2026, na Arena das Dunas, com Zeca Pagodinho, Marina Sena e Emicida no cartaz.

Por TocaOnde

Publicado em 3 de outubro de 2026, 07h23

Plateia colada na grade de um show, de braços erguidos, com duas pessoas segurando diante do rosto máscaras coloridas de formas geométricas
O público colado na grade do MADA de 2023, a edição de 25 anos, na Arena das Dunas, em Natal. Foto: Luana Tayze, via Escutai

Em resumo

  • Jomardo Jomas criou o MADA em 1998, na Ribeira, em Natal: na estreia, 17 bandas tocaram sob uma lona de circo, quatro delas de fora do Rio Grande do Norte.

  • De 2004 a 2011, o MADA aconteceu na Via Costeira, na arena do Imirá; em 2004, trouxe sua primeira atração internacional, a banda nova-iorquina The Walkmen.

  • Em 2013, o 15º MADA voltou ao Estádio João Câmara, entre a Ribeira e as Rocas, com Titãs, Criolo e Karol Conká.

  • Em 2014, o MADA foi para o pátio de eventos da Arena das Dunas, com Emicida e a Banda do Mar na primeira noite.

  • A edição de 20 anos, em 2018, teve Franz Ferdinand, Nação Zumbi e o BaianaSystem, que encerrou a festa depois das 3h da manhã.

  • A edição de 25 anos, em outubro de 2023, reuniu 32 mil pessoas na Arena das Dunas.

  • A Lei nº 12.396, publicada no Diário Oficial em 3 de setembro de 2025, reconheceu o MADA como patrimônio cultural imaterial do Rio Grande do Norte.

  • A 28ª edição é em 16 e 17 de outubro de 2026, na Arena das Dunas, com Zeca Pagodinho, Marina Sena, Emicida, BaianaSystem e Gaby Amarantos.

Uma lona de circo na Rua Chile (1998–2003)

O MADA nasceu na Ribeira, o bairro antigo de Natal à beira do Rio Potengi. Era 1998, e a cidade fazia 400 anos. Aproveitando a festa, uma lona de circo foi erguida na Rua Chile para três dias de shows, em junho. A entrada era de graça, com apoio da prefeitura. Na estreia, 17 bandas tocaram, quatro delas de fora do Rio Grande do Norte.

Por trás da lona estava o produtor cultural Jomardo Jomas, que nos jornais também aparece como Jomardo Azevedo. Quase três décadas depois, ele falaria do festival como “um sonho iniciado lá atrás, em 1998”. O lugar ajudava. A Rua Chile tinha acabado de ter as fachadas dos casarões recuperadas, e a revitalização atraiu empreendedores e casas noturnas: era “um cenário propício ao surgimento de festivais de música”. O MADA logo entrou no primeiro calendário brasileiro de festivais, ao lado do Abril pro Rock, do Porão do Rock e do Goiânia Noise. E já tinha a Feira Mix, a feira de roupas, discos e acessórios que é anexo do festival desde a criação.

Teve gente da lona que voltou. Os potiguares do Alphorria, que tocaram na primeira edição, abriram o segundo dia da festa de 20 anos, em 2018.

Dos primeiros anos, Jomardo guarda shows marcantes. Em 2002, Jorge Ben Jor fez uma maratona de som que durou mais de três horas. No mesmo ano, segundo a Megazine, publicação da época, o Detonautas ganhou projeção nacional depois da boa repercussão do show no MADA. Em 2003 veio a despedida da Rua Chile, ao som de Pitty, Frejat e Fernanda Abreu. Pitty estava ali pela primeira vez, ainda como promessa. Voltaria como atração principal em 2006, 2009, 2015 e 2017. Jomardo lembra também das “edições ainda no largo da Rua Chile com um público recorde”.

Jorge Ben Jor de camiseta branca canta ao microfone com uma guitarra laranja, diante de um painel roxo
Jorge Ben Jor fez um show de mais de três horas no MADA de 2002 (foto de 2007, no Live Earth). Foto: Luan Torreira · Wikimedia Commons · CC BY 2.0
Pitty, de camisa xadrez e short jeans, canta ao microfone num palco iluminado de lilás
Pitty estreou no MADA em 2003, na despedida da Rua Chile (foto de 2010, em Jundiaí). Foto: Rafael Acorsi · Wikimedia Commons · CC BY-SA 2.0

À beira-mar, na Via Costeira (2004–2011)

Em 2004, o festival recomeçou em endereço novo: a arena do Imirá, na Via Costeira, à beira-mar. Ficou por lá até 2011. No primeiro ano, trouxe sua primeira atração internacional: o The Walkmen, banda de Nova York “egressa da mesma cena dos badalados Strokes”. “A gente nunca tinha feito nada parecido. Aprendemos na marra. E a repercussão nacional foi enorme”, contou Jomardo.

Em 2007, Jomardo festejava ver o The Walkmen como destaque da trilha de Homem-Aranha 3: a banda tinha sido “trazida ao Brasil pelo Mada, em 2004 e desde então foi sua única apresentação”.

Foto em preto e branco de uma banda num palco escuro: o vocalista canta à esquerda e o guitarrista toca sob um facho de luz
O The Walkmen, a primeira atração internacional do MADA, em 2004 (foto de abril daquele ano). Foto: Gabriel Herrera · Wikimedia Commons · CC BY-SA 2.0

A imprensa especializada passou a olhar para Natal. Depois de ganhar duas páginas e críticas elogiosas na Rolling Stone, o MADA virou destaque da revista Outra Coisa em 2007, numa reportagem de título “Mada é F...”. O festival, que tinha chegado à nona edição, podia “fácil fácil” ser apontado como “uma referência dentro do circuito de música do país”. A revista elogiou a mistura de famosos e emergentes “tocando de igual para igual” e lembrou o Vanguart, de Mato Grosso, que tinha chamado a atenção da imprensa nacional no MADA de 2005. A revelação daquele ano era o Móveis Coloniais de Acaju.

De volta à Ribeira, num estádio (2012–2013)

Em 2012, o MADA deixou a Via Costeira e voltou ao corredor cultural da Ribeira, com a estrutura armada no Estádio Senador João Câmara. A 13ª edição tinha um nome na manga: o rapper paulista Criolo. Ele fez o melhor show do evento e foi chamado de novo no ano seguinte.

Em 2013, a festa era de 15 anos, e o festival se apresentava como o 15º Festival Música Alimento da Alma. No estádio, na fronteira entre a Ribeira e as Rocas, dois palcos gêmeos se alternavam. Os Titãs voltaram a Natal com os clássicos de Cabeça Dinossauro, Criolo repetiu a dose e a curitibana Karol Conká chegava como novidade. Da casa vinham Far From Alaska, Fukai e Talma & Gadelha. A meia-entrada para os dois dias custava R$ 40. Era um MADA enxuto, “mais sintonizado com os primórdios do evento, na Ribeira”.

Foto em preto e branco de Criolo, de roupa clara, apontando para o alto com o microfone na mão, à frente da banda
Criolo fez o melhor show do MADA de 2012 e voltou em 2013 (foto de 2011, em São Paulo). Foto: Diego Cavichiolli Carbone · Wikimedia Commons · CC BY 2.0
Karol Conká canta num palco de luz lilás, de cabelo trançado claro, kimono de franjas e short estampado
Karol Conká, a novidade do cartaz de 2013 (foto de 2014, no Festival Contato). Foto: Festival Contato · Wikimedia Commons · CC BY 2.0

A casa nova: a Arena das Dunas (2014–2019)

Em 2014, o MADA saiu de novo do berço e foi para o pátio de eventos da Arena das Dunas. O TMDQA! elogiou a estrutura, o acesso e até a praça de táxi na saída. Na primeira noite, Di Melo recebeu Emicida em “Kilariô”, a Banda do Mar, de Mallu Magalhães e Marcelo Camelo, teve o público cantando tudo, e o próprio Emicida fechou a noite com “Trem das Onze”. O ano da chegada tem duas versões: a revista que o festival lançou em 2021 conta 2014; o Agora RN escreveu, em 2025, que o MADA está na Arena desde 2015.

Vista aérea da Arena das Dunas, um estádio de cobertura branca em gomos, cercado por avenidas e prédios de Natal
A Arena das Dunas, em Natal, a casa do MADA desde a década passada (foto de 2022). Foto: Arne Müseler · Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0 DE

Fora do palco, o festival foi para a sala de aula. Desde 2016, a produção mantém um projeto que leva música com artistas potiguares e debates a escolas públicas de Natal. Em 2023, foram 15 escolas.

A festa de 20 anos, em 12 e 13 de outubro de 2018, passou a ocupar todo o espaço da Arena. Pitty foi anunciada para a sexta aparição no festival. E foi uma edição política, contou o TMDQA!: Duda Beat agradeceu ao Nordeste pelo resultado eleitoral do domingo anterior, e o show da Nação Zumbi abriu com um vídeo exaltando a resistência do Nordeste, com o #EleNão no telão. No segundo dia, o Francisco, El Hombre entrou nu, com uma letra da palavra LUTE escrita no corpo de cada integrante. O Franz Ferdinand, a atração mais esperada, tocou além do horário previsto. Mas a apoteose foi do BaianaSystem, que encerrou a noite já depois das 3h da manhã, ao som de “Playsom”.

O vocalista do Franz Ferdinand, de camisa escura estampada, estende o braço para a plateia diante de um letreiro luminoso com o nome da banda
O Franz Ferdinand no segundo dia do MADA de 2018, a edição de 20 anos. Foto: Luana Tayze/Divulgação, via TMDQA!

Os escoceses deram trabalho. Na lembrança de Jomardo, eles fizeram a produção “cortar um dobrado”: pediram equipamentos analógicos que não existiam em Natal, e foi preciso trazê-los de São Paulo.

Natal tem mais de um festival independente, e é fácil confundir. Em 2018, a Tribuna do Norte chamava o MADA e o DoSol de “os dois principais festivais de música indie de Natal”. São festivais diferentes, com produtores diferentes: o MADA é de Jomardo, e Anderson Foca é um dos produtores do DoSol. Naquele ano, o MADA foi em outubro, na Arena das Dunas, e o DoSol, em novembro, no Beach Club da Via Costeira. Mas eles se cruzam: o Francisco, El Hombre chegou ao MADA de 2018 depois de “um ótimo show no festival Dosol do ano passado”.

A 21ª edição, em 18 e 19 de outubro de 2019, montou os palcos no gramado da Arena, com Baco Exu do Blues, Luedji Luna, MC Tha e Djonga. Da casa, Potyguara Bardo, Plutão Já Foi Planeta e o baixista Júnior Groovador, que tinha tocado no Rock in Rio com o Tenacious D. O MADA de 2019 recebeu mais de 20 mil pessoas.

A pandemia e o reencontro (2020–2022)

A 22ª edição estava marcada para 16 e 17 de outubro de 2020, com Emicida, Letrux, Terno Rei, Afrocidade e Gloria Groove. A pandemia empurrou tudo para outubro de 2021, e o festival aproveitou para anunciar Djonga. Versão online estava fora de questão. “O Mada é um festival que vai além dos shows, é um lugar de interação e vivência cultural. Não faria sentido fazer o festival apenas em formato live”, disse Jomardo.

A data de 2021 também caiu: o festival foi cancelado em 2020 e adiado em 2021. Sem palco, o MADA contou a própria história numa revista virtual, editada pela jornalista Cinthia Lopes, assessora do festival há muitos anos, com recursos da Lei Aldir Blanc. “O MADA tem uma história imensa pra contar”, disse Jomardo. Ele só via a luz no fim do túnel em 2022: “Mas voltaremos com tudo em 2022.”

Voltou em 23 e 24 de setembro de 2022, com o Boogarins estreando no festival. A Tribuna do Norte contou um reencontro “após dois anos de silêncio pandêmico”, com cerca de 25 mil pessoas em duas noites, segundo a organização. Emicida entrou mais cedo por causa de um voo antecipado e trocou de horário com Letrux. Gloria Groove “mostrou porquê é um fenômeno pop”, e Marina Sena fez um show ensolarado como os hits dela. O BaianaSystem fez “um dos seus melhores shows no MADA – e já foram quatro”.

O gramado da Arena das Dunas tomado pelo público à noite, visto do alto, com o palco iluminado ao fundo
O gramado da Arena das Dunas tomado pelo público na volta do MADA, em setembro de 2022. Foto: Alex Régis, via Tribuna do Norte
Gloria Groove, de cabelo vermelho esvoaçante e roupa de pedrarias, canta ao microfone com um bailarino atrás
Gloria Groove na primeira noite do MADA de 2022. Foto: Alex Régis, via Tribuna do Norte

Os 25 anos, o samba e o título de patrimônio (2023–2025)

A 25ª edição, em 13 e 14 de outubro de 2023, ganhou um terceiro palco, o Baile da Amada, dedicado à música eletrônica. Foi a quinta vez do BaianaSystem no festival. A edição reuniu 32 mil pessoas e terminou na manhã de domingo, com fogos para celebrar um quarto de século. Margareth Menezes, então ministra da Cultura, comemorou 61 anos no palco, com parabéns do público e bolo da produção. Karol Conká fechou o gramado lembrando suas primeiras passagens pelo MADA, em 2012 e 2017, segundo o Escutai; a Tribuna do Norte a tinha anunciado como novidade em 2013. “Foram 32 mil pessoas sem nenhuma ocorrência, gerando 1032 empregos diretos e indiretos”, disse Jomardo.

Show à noite com três telões que exibem máscaras coloridas de formas geométricas, sob luzes verdes
O BaianaSystem num show em Fortaleza, em julho de 2019. Em 2023, a banda tocou no MADA pela quinta vez. Foto: Lualidra · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

Em 2024, a 26ª edição, em 18 e 19 de outubro, levou pela primeira vez um cantor de samba ao palco: Xande de Pilares, com o show em homenagem a Caetano Veloso. No cartaz também estavam Pitty, Fresno, Duda Beat, BK, BaianaSystem, Djonga e FBC, e a natalense Gracinha abria a sexta. O diretor artístico Pedro Barreira destacou “a presença de artistas femininas do rap, como Duquesa e Ebony”. “Isso vai dar samba no Mada, com certeza”, prometia a produção. Aquele MADA reuniu 34 mil pessoas.

Em 2025 veio o título. A Lei nº 12.396, publicada no Diário Oficial em 3 de setembro, fez do MADA patrimônio cultural imaterial do Rio Grande do Norte. O projeto foi da deputada estadual Divaneide Basílio, e a conta de artistas que já tinham passado pelo festival passava de 700. “O MADA é uma realização pessoal e coletiva”, disse Jomardo.

Em 17 e 18 de outubro, a 27ª edição teve Marina Sena, o Dominguinho de João Gomes, Jota.pê e Mestrinho, Don L com um “Palestina livre”, Potyguara Bardo com a Arena cantando “Oasis”, Rachel Reis, BaianaSystem e Liniker. Mano Brown encerrou o palco principal e lotou a Arena. No Baile da Amada, as Irmãs de Pau fecharam o festival. Ao todo, mais de 40 mil pessoas passaram pela Arena das Dunas nos dois dias.

Mano Brown, de chapéu preto felpudo, fala ao microfone diante de um fundo escuro
Mano Brown encerrou o palco principal do MADA de 2025 (foto de 2023, no Prêmio APCA). Foto: amigosdaarte · Wikimedia Commons · Domínio público
Liniker, de tranças claras e óculos de armação fina, canta diante de um fundo colorido
Liniker levou a turnê de Caju ao MADA de 2025 (foto de 2023). Foto: Multishow · Wikimedia Commons · CC BY 3.0

A 28ª edição, em 2026: o que já se sabe — e o que ainda não

A 28ª edição é em 16 e 17 de outubro de 2026, na Arena das Dunas. Os portões abrem às 18h nos dois dias, e os shows seguem pela madrugada. Na sexta, 16, tocam Zeca Pagodinho, Marina Sena, Duquesa, Tribo de Jah convida Célia Sampaio, Luiz Lins, SouRebel convida Núbia, Cabra Guaraná e Bia Soull. No sábado, 17, vêm Emicida, com a Racional MCMV Tour, o BaianaSystem, com o espetáculo O Mundo Dá Voltas, Gaby Amarantos, com o show do álbum Rock Doido, Nanda Tsunami, Africanoise e o Dusouto, em show de 20 anos de carreira. Zeca tem participação especial de Karinah, e o Baile da Amada traz nomes como BRIME!!, Ramon Sucesso, RHR e CESRV.

A presença de Zeca diz muito sobre a virada recente: foi só em 2024 que o festival levou o primeiro cantor de samba ao palco. Emicida volta depois de ter fechado a primeira noite na Arena, em 2014, e de ter tocado na volta de 2022.

Zeca Pagodinho, de camisa xadrez, abre os braços num palco escuro, entre microfones e amplificadores
Zeca Pagodinho toca na sexta, 16 de outubro, no MADA de 2026 (foto de 2016). Foto: Jean Pascal Colonna · Wikimedia Commons · Domínio público

Pelo terceiro ano seguido, o festival tem transmissão da TV Globo, da Inter TV e do Globoplay, com 52 afiliadas, segundo a organização. O sinal chega pela primeira vez a todos os estados do Norte e do Nordeste, além de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Em 2 de outubro, segundo o Imirante, os ingressos já estavam esgotados.

O que ainda não se sabe, até 2 de outubro de 2026: a ordem e o horário de cada show — a programação divulgada dá só a abertura dos portões, às 18h —, a grade completa do Baile da Amada e quantas pessoas a Arena vai receber. A meta da organização é superar os mais de 40 mil de 2025.

Edição por edição
EdiçãoAnoDatasOndeDestaques
1ª1998junholona de circo na Rua Chile, Ribeira17 bandas, 4 de fora do RN; Alphorria; entrada gratuita
—2002—Rua Chile, RibeiraJorge Ben Jor, em show de mais de três horas; Detonautas
—2003—Rua Chile, Ribeiraa despedida da Rua Chile: Pitty, Frejat, Fernanda Abreu
—2004—arena do Imirá, Via CosteiraThe Walkmen (EUA), a primeira atração internacional
—2005—Via CosteiraVanguart
9ª (segundo a Outra Coisa)2007—Via CosteiraMóveis Coloniais de Acaju, a revelação do ano
13ª2012—Estádio Senador João CâmaraCriolo, o melhor show do evento
15ª201320 e 21/setEstádio Senador João CâmaraTitãs, Criolo, Karol Conká, Far From Alaska; festa de 15 anos
—201424/out (1º dia)pátio de eventos da Arena das DunasEmicida, Banda do Mar, Di Melo, Gerson King Combo
20ª201812 e 13/outArena das DunasFranz Ferdinand (Escócia), BaianaSystem, Nação Zumbi, Francisco, El Hombre
21ª201918 e 19/outArena das DunasBaco Exu do Blues, Luedji Luna, Djonga, MC Tha; mais de 20 mil pessoas
22ª (adiada)202016 e 17/out (prevista)Arena das Dunasadiada pela pandemia; Emicida, Letrux e Gloria Groove já anunciados
—202223 e 24/setArena das DunasEmicida, Gloria Groove, Marina Sena, Boogarins, BaianaSystem; cerca de 25 mil pessoas
25ª202313 e 14/outArena das DunasBaianaSystem, Margareth Menezes, Baco Exu do Blues, Karol Conká; o Baile da Amada vira o terceiro palco; 32 mil pessoas
26ª202418 e 19/outArena das DunasXande de Pilares, o primeiro sambista; Pitty, Fresno, Duda Beat; 34 mil pessoas
27ª202517 e 18/outArena das DunasMano Brown, Liniker, Marina Sena, Dominguinho; mais de 40 mil pessoas
28ª202616 e 17/outArena das DunasZeca Pagodinho, Marina Sena, Emicida, BaianaSystem, Gaby Amarantos; ingressos esgotados, segundo o Imirante

A numeração dá saltos. Em 2012, a imprensa falava na 13ª edição; em 2013, o anúncio já era o do 15º festival, o dos 15 anos. A edição marcada para 2020 era a 22ª, e a de 2023, a 25ª. As linhas sem número ficam assim porque nenhum registro diz qual edição era cada uma. Dos anos que não estão na tabela, sobram passagens soltas, como as de Pitty em 2006, 2009, 2015 e 2017.

Perguntas frequentes

Quem criou o MADA?

O produtor cultural Jomardo Jomas, que fez a primeira edição em 1998, na Ribeira, em Natal. Ele segue como idealizador e diretor do festival.

Onde acontece o MADA?

Na Arena das Dunas, em Natal, desde a década passada. Antes, o festival passou pela Rua Chile, de 1998 a 2003, e pela Via Costeira, de 2004 a 2011, e montou palco no Estádio Senador João Câmara em 2012 e 2013.

O MADA e o DoSol são o mesmo festival?

Não. Os dois são de Natal, e a Tribuna do Norte os chamou de “os dois principais festivais de música indie de Natal”, mas têm produtores diferentes: o MADA é de Jomardo Jomas, e Anderson Foca é um dos produtores do DoSol. Em 2018, por exemplo, o MADA foi em outubro, na Arena das Dunas, e o DoSol, em novembro, no Beach Club da Via Costeira.

Quando é o MADA 2026?

Em 16 e 17 de outubro de 2026, na Arena das Dunas, com portões abertos às 18h. Em 2 de outubro, segundo o Imirante, os ingressos já estavam esgotados.

O MADA é patrimônio do Rio Grande do Norte?

Sim. A Lei nº 12.396, publicada no Diário Oficial em 3 de setembro de 2025, reconheceu o festival como patrimônio cultural imaterial do estado.

A programação do MADA de 2026 e o que vier depois estão no perfil do festival no TocaOnde.

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