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Memória da cena

A história do Coquetel Molotov: o festival do Recife que nasceu num programa de rádio

O No Ar Coquetel Molotov é um festival de música independente que acontece no Recife desde 2004. Antes de ser festival, era um programa de rádio. A primeira edição trouxe o Teenage Fanclub ao Teatro da UFPE; a 23ª acontece em 28 de novembro de 2026, no campus da mesma universidade. No caminho, o festival estreou o show solo de Marcelo Camelo, viu o público dos Racionais quebrar uma porta de vidro de tanta empolgação e foi aprovado pela Assembleia Legislativa como Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco.

Cantor de camisa escura canta ao microfone num palco iluminado de verde, com o baterista ao fundo
Thiago Pethit no palco do Coquetel Molotov de 2012, no Centro de Convenções da UFPE. Mayra Marcelino · Wikimedia Commons

Em resumo

  • A primeira edição do No Ar Coquetel Molotov aconteceu em maio de 2004, no Teatro da UFPE, no Recife, com as bandas Teenage Fanclub (Escócia) e Hell on Wheels (Suécia).

  • O festival nasceu de um programa na Rádio Universitária AM e tem como fundadores Ana Garcia, Jarmeson de Lima e Viviane Menezes.

  • A edição de 2008 teve a primeira apresentação ao vivo do projeto solo de Marcelo Camelo em palcos brasileiros.

  • Em 2014, na 11ª edição, depois de dez edições em locais fechados, o festival passou a acontecer ao ar livre, na Coudelaria Souza Leão, na Várzea.

  • O Coquetel Molotov foi o primeiro festival do Brasil a fazer parte da iniciativa Keychange, que promove igualdade de gênero nos line-ups.

  • Em 2025, na 22ª edição, 32% do público veio de fora de Pernambuco.

  • Em 15 de outubro de 2025, a Assembleia Legislativa de Pernambuco aprovou o título de Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco para o festival, proposto pela deputada Dani Portela.

  • A 23ª edição acontece em 28 de novembro de 2026, no campus da UFPE, no Recife, com mais de 25 atrações em três palcos.

Revisado em 1 de outubro de 2026.

Antes do festival, um programa de rádio (2000–2004)

O Coquetel Molotov começou no ar. Era um programa da Rádio Universitária AM, no Recife, que tocava artistas locais. O RecifeRock! registrou, em 2004, que ele começou em 2000; Ana Garcia, uma das criadoras, conta que foi em 2001. Pouco depois vieram um zine, uma revista impressa e vários shows.

Eram três: Ana Garcia, Jarmeson de Lima e Viviane Menezes. Em 6 de novembro de 2004, o programa reestreou na Universitária FM, aos sábados, com os três ao microfone e a banda Rádio de Outono como primeira convidada.

Maio de 2004: o Teenage Fanclub no Teatro da UFPE

O primeiro festival foi uma aposta alta para quem tinha um programa de rádio. Em maio de 2004, o grupo levou ao Teatro da UFPE duas bandas de fora: os suecos do Hell on Wheels e os escoceses do Teenage Fanclub. “Juntamos forças com outros produtores para trazer o Teenage Fanclub ao Brasil”, contou Ana Garcia anos depois. Em 2021, a revista O Grito! ainda lembrava do “distante ano de 2004”, quando “estávamos todos assistindo ao show do Teenage Fanclub no Teatro da UFPE”.

Quatro músicos tocam guitarra e bateria num palco com luzes vermelhas e brancas
Teenage Fanclub, atração da primeira edição, em 2004 (foto de 2010, num festival em Leicester, na Inglaterra). Michig · Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0

Os anos de teatro: indie de fora e cena de casa (2005–2013)

Nos anos seguintes, o festival pôs no mesmo palco nomes estrangeiros pouco vistos no Brasil e a cena nova do Recife. Em 2005, a primeira noite no Teatro da UFPE teve Mombojó — “um dos maiores expoentes da nova música produzida em Pernambuco”, escreveu o RecifeRock! — antes dos suecos do Dungen. Depois vieram CocoRosie, em 2006, e Nouvelle Vague, em 2007.

Em 2008, na quinta edição, o Coquetel recebeu a primeira apresentação ao vivo do projeto solo de Marcelo Camelo em palcos brasileiros. O vocalista dos Los Hermanos veio com músicos do Hurtmold e o instrumentista Rob Mazurek. No mesmo cartaz estavam Mallu Magalhães, Vanguart e os suecos do Peter Bjorn and John.

Em 2009, no sexto ano, as atrações principais foram o Beirut e a dupla Milton Nascimento e Lô Borges. A O Grito! saiu do Centro de Convenções dizendo ter visto “uma estrutura maior, mais organizada e diversa que o maior festival de Pernambuco até então, o Abril Pro Rock”.

Jovem de camisa clara canta ao microfone segurando um trompete
Zach Condon, do Beirut, uma das atrações principais de 2009 (foto de setembro de 2009, no festival PercPan). Andréa Farias · Wikimedia Commons · CC BY-SA 2.0

Em 2010 veio o Dinosaur Jr., com shows no Teatro da UFPE nos dias 24 e 25 de setembro. O dinheiro andava curto. “Trabalhamos com R$ 500 mil esse ano, o que nos complicou”, disse Ana Garcia à O Grito!.

Banda de três integrantes no palco, com o guitarrista de cabelos longos e brancos à esquerda
Dinosaur Jr., atração de 2010 (foto de 2008, num festival em Estocolmo). Johannes Scherman · Wikimedia Commons · CC BY 3.0

Em 2011, a oitava edição escalou os Racionais MC's. Foi a “atração mais ousada escolhida pelo Coquetel”, registrou um texto no site do festival: “público em êxtase, porta de vidro quebrada devido à empolgação dos fãs”. Treze anos depois, o documentário dos 20 anos guardaria a “delirante apresentação do Racionais MCs” entre os momentos marcantes.

Grupo de rap no palco segura a bandeira de Pernambuco diante da plateia de mãos erguidas
Racionais MC's com a bandeira de Pernambuco no Recife, em 2023, no Clube Português — doze anos depois do show no Coquetel. Leonardoo11 · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

Em 2012, na nona edição, Moraes Moreira tocou “Acabou Chorare”, dos Novos Baianos, nos 40 anos do disco, e o Blonde Redhead veio dos Estados Unidos. Em 2013, o festival completou dez edições no Teatro da UFPE, com Rodrigo Amarante, Clarice Falcão, Metá Metá e Perfume Genius, e encerramento marcado em São Paulo, no Cine Joia.

Ao ar livre, e com o Brasil na rota (2014–2019)

Em 2014, depois de dez edições em lugares fechados, o festival foi para o ar livre, na Coudelaria Souza Leão, na Várzea. A 11ª edição teve Karina Buhr cantando Secos e Molhados e os franceses do La Femme, que vinham ao país pela primeira vez. Em 2015, completando 12 edições, o cartaz trouxe Emicida e Ney Matogrosso com a banda Tono.

Rapper de camisa polo escura canta ao microfone sob luzes azuis e vermelhas
Emicida, atração de 2015 (foto de 2012, no Sónar São Paulo). ArlindoPereira · Wikimedia Commons · CC BY 4.0

Em 2016, a 13ª edição reuniu 7 mil pessoas na Coudelaria, com Céu, Karol Conká e o BaianaSystem fechando a noite já de madrugada. Também teve fila longa e problema de estrutura, e a produção pediu desculpas publicamente.

O festival também viajou. Até 2016, já tinha feito edições especiais em Salvador, Fortaleza e Fernando de Noronha; naquele ano fez uma etapa em Belo Horizonte, onde a banda californiana Deerhoof tocou pela primeira vez no Brasil. Em 2018, a rota já incluía Belo Jardim, e São Paulo entrou na rota em 30 de novembro, na Água Branca — “o nosso primeiro passo na cidade”, disse Ana Garcia.

Uma das histórias mais bonitas é a do Boogarins. Recife foi a primeira capital brasileira em que a banda goiana tocou fora de Goiás, justamente numa edição do Coquetel Molotov. A banda voltou muitas vezes: tocou com Céu em 2021, fez uma releitura do Clube da Esquina nos 20 anos e está no cartaz de 2026.

Quatro músicos tocam num palco escuro cortado por feixes de luz azul
Boogarins, a banda goiana que fez no Coquetel, no Recife, seu primeiro show numa capital fora de Goiás (foto de 2015, em São Paulo). Circuito Fora do Eixo · Wikimedia Commons · CC BY-SA 2.0

De 2017 a 2019, o festival morou no Caxangá Golf & Country Club. Em 2017, a 14ª edição juntou Arnaldo Baptista, Linn da Quebrada e os americanos do DIIV. Em 2018, nos 15 anos, foram 25 atrações e todos os ingressos esgotados, com Duda Beat, Luedji Luna e Djonga. A conta é que não fechava fácil: Ana Garcia disse à Folha de Pernambuco que o evento “facilmente custa 1 milhão” de reais. “A gente não capta nem 500”, completou. Em 2019, a 16ª edição trouxe a lenda Lia de Itamaracá, Black Alien e Liniker e os Caramelows.

Cantora de turbante e vestido estampado canta ao microfone sob luz azul
Lia de Itamaracá, atração de 2019 e de 2021 (foto de 2023, num festival na Alemanha). Marko Kafé · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

Pandemia, Olinda e a volta para casa (2020–2023)

A pandemia não parou o festival. A 17ª edição foi online, de 11 a 23 de janeiro de 2021 — “nem a pandemia foi capaz de interromper as atividades do evento”, resumiu a Mídia NINJA. Em novembro de 2021, a 18ª edição voltou ao presencial no Centro de Convenções, no Teatro Guararapes, em Olinda: foi o primeiro festival de música de Pernambuco a acontecer presencialmente em quase dois anos. Boogarins com Céu, Lia de Itamaracá e Mateus Aleluia abriram o reencontro.

Em 2022, a 19ª edição voltou “para o lugar onde tudo começou: o Campus da UFPE”. “Voltar para a nossa casa na UFPE será emocionante”, disse Ana Garcia. Teve Letrux com participação de Supla, Marcos Valle e as gêmeas Tasha & Tracie.

Os 20 anos foram comemorados em 21 de outubro de 2023, com 35 atrações em 12 horas e maioria feminina no line-up (60%). Marcelo D2 tocou pela primeira vez no festival. “Esta foi uma edição realmente histórica”, disse Ana Garcia. Em abril de 2024, o filme CoquetelMolotov.doc, dirigido por UHGO, teve pré-estreia gratuita no Teatro do Parque.

Madrugada, brega e pop: o festival de agora (2024–2025)

Em 2024, a 21ª edição teve mais de 70% de atrações femininas e Pabllo Vittar como estrela. A noite misturou Tati Quebra Barraco, o trio do pianista Amaro Freitas e Nega do Babado, e os shows foram até as seis da manhã. Dias antes, a Câmara Municipal do Recife fez uma sessão solene pelos 21 anos do festival.

Cantora de cabelo loiro e roupa brilhante canta no palco com os braços abertos
Pabllo Vittar, estrela da edição de 2024 (foto de 2018, em São Paulo). 11JORN · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

Em 2025, a 22ª edição, na conta do próprio festival — a cobertura da O Grito! registrou 24ª —, esgotou os ingressos. Urias fez um show catártico, a francesa Zaho de Sagazan conquistou a plateia e Gaby Amarantos fechou ao amanhecer com o disco “Rock Doido”. Com Nega do Babado no palco, Gaby selou o que a revista chamou de “tratado de paz” entre o brega do Recife e o de Belém. Não foi fácil chegar até ali: “Essa tem sido uma das edições mais desafiadoras do Coquetel Molotov”, disse Ana Garcia antes do festival.

Retrato de Gaby Amarantos, de franja e cabelo escuro, olhando para o lado
Gaby Amarantos, que fechou a edição de 2025 ao amanhecer (foto de 2024). Multishow TVZ · Wikimedia Commons · CC BY 3.0

O que faz o Coquetel Molotov diferente

Primeiro, a curadoria. “O Coquetel sempre foi um lugar de descoberta, de apostar em artistas antes de eles estarem em todos os lugares”, diz Ana Garcia. A história confirma: foi no festival que Marcelo Camelo estreou o show solo no Brasil, que o Boogarins tocou pela primeira vez numa capital fora de Goiás e que o Deerhoof fez seu primeiro show no país. O documentário dos 20 anos lembra também a primeira vinda de Emicida ao Recife e o show da “então pouco conhecida Karol Conká numa pequena sala do festival” — ela está de volta em 2026.

Depois, a mistura de gerações. Pelo mesmo festival passaram Milton Nascimento e Lô Borges, Moraes Moreira, Ney Matogrosso, Arnaldo Baptista e Lia de Itamaracá — e, nas mesmas edições, bandas estreantes como Tagore.

E as escolhas fora do palco. O festival é liderado por mulheres desde a criação, em 2004, e foi o primeiro do Brasil a entrar na Keychange, iniciativa por igualdade de gênero nos line-ups. Tem o Selo de Empresa que Valoriza a Diversidade, da OAB-PE, e pessoas trans e pessoas com deficiência entram de graça. Em 2023, recolheu 700 quilos de recicláveis; em 2024, adotou o protocolo Lixo Zero.

E o tamanho que isso ganhou. O festival emprega mais de 500 pessoas a cada edição, e em 2025 32% do público veio de fora de Pernambuco. Em 15 de outubro de 2025, a Assembleia Legislativa aprovou o título de Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco, proposto pela deputada Dani Portela.

O programa de rádio que deu nome ao festival continua no ar: Coquetel Molotov, na Universitária FM 99,9, aos sábados, às 14h, com Jarmeson de Lima. As entrevistas viram podcast, e a mais recente saiu em 8 de setembro de 2026.

A 23ª edição, em 2026: o que já se sabe — e o que ainda não

A 23ª edição acontece em 28 de novembro de 2026, no campus da UFPE, na Avenida Prof. Moraes Rego, 1235, Cidade Universitária. Os portões abrem às 15h e os shows vão das 16h às 5h, em três palcos: Coquetel Molotov, Concha e Kamikaze, este com curadoria da IDLIBRA e dedicado à música eletrônica.

O line-up completo tem mais de 25 atrações. Fernanda Abreu leva ao Recife a turnê “Da Lata 30 Anos”, e o Cidadão Instigado celebra três décadas de trajetória. Voltam conhecidos da casa, como Boogarins, Karol Conká e N.I.N.A., e estão no cartaz também Azymuth, o DJ americano MikeQ, da cena ballroom, e o Clube Carnavalesco Misto Vassourinhas de Olinda. Os ingressos começam em R$ 95, na Shotgun e na Casa Moinho.

Cantora de braços abertos no palco, sob o letreiro “da lata” e chamas nas laterais
Fernanda Abreu na turnê “Da Lata”, no Rio, em 1996. Em 2026, ela leva ao Recife a turnê “Da Lata 30 Anos”. Luiz Stein · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

O que ainda não se sabe, até 1º de outubro de 2026: o anúncio do line-up completo, em 23 de setembro, não trouxe o horário de cada show, então ainda não dá para dizer quem toca a que horas. E o título de patrimônio: quando a Alepe o aprovou, ele ainda dependia da assinatura da governadora Raquel Lyra, e a sanção não foi localizada até esta data.

Edição por edição

As edições do No Ar Coquetel Molotov, de 2004 a 2026
EdiçãoQuandoOndeQuem passou
1ªmaio de 2004Teatro da UFPETeenage Fanclub (Escócia), Hell on Wheels (Suécia)
—2005Teatro da UFPE e Sala Cine UFPEMombojó, Dungen (Suécia), Hurtmold, Rádio de Outono
—2006—CocoRosie
—2007—Nouvelle Vague
5ª19 e 20 de setembro de 2008Centro de Convenções da UFPEMarcelo Camelo (estreia do show solo), Mallu Magalhães, Vanguart, Peter Bjorn and John
6ª2009Centro de ConvençõesBeirut; Milton Nascimento e Lô Borges
—24 e 25 de setembro de 2010Teatro da UFPEDinosaur Jr., Apanhador Só, Rômulo Fróes, Zé Cafofinho e Suas Correntes
8ª14 e 15 de outubro de 2011Teatro da UFPE e Centro de ConvençõesRacionais MC's, HEALTH, Guillemots, China
9ª21 e 22 de setembro de 2012Centro de Convenções da UFPEMoraes Moreira canta “Acabou Chorare”, Blonde Redhead, Siba, Thiago Pethit
10ª18 e 19 de outubro de 2013Teatro da UFPE (encerramento no Cine Joia, em São Paulo)Rodrigo Amarante, Clarice Falcão, Metá Metá, Perfume Genius
11ª11 de outubro de 2014Coudelaria Souza Leão, Várzea (a primeira ao ar livre)La Femme, Russian Red, Karina Buhr canta Secos e Molhados, Jaloo
12ª31 de outubro de 2015Coudelaria Souza LeãoEmicida, Ney Matogrosso com Tono, Cidadão Instigado
13ª22 de outubro de 2016Coudelaria Souza LeãoCéu, Karol Conká, BaianaSystem (7 mil pessoas)
14ª21 de outubro de 2017Caxangá Golf & Country ClubArnaldo Baptista, Linn da Quebrada, DIIV, Hinds
15 anos17 de novembro de 2018Caxangá Golf & Country ClubDuda Beat, Luedji Luna, Djonga (ingressos esgotados)
16ª16 de novembro de 2019Caxangá Golf & Country ClubLia de Itamaracá, Black Alien, Liniker e os Caramelows, Sevdaliza
17ª11 a 23 de janeiro de 2021onlineedição online, durante a pandemia
18ªnovembro de 2021Centro de Convenções / Teatro Guararapes, OlindaBoogarins com Céu, Lia de Itamaracá, Mateus Aleluia, Marina Sena
19ª19 de novembro de 2022Campus da UFPELetrux com Supla, Marcos Valle, Tasha & Tracie, MC Carol
20ª21 de outubro de 2023Campus da UFPEMarcelo D2, Luedji Luna, FBC, Boogarins (35 atrações)
21ª7 de dezembro de 2024Campus da UFPEPabllo Vittar, Tati Quebra Barraco, Amaro Freitas, Céu
22ª6 de dezembro de 2025Campus da UFPEUrias, Gaby Amarantos, Don L, Zaho de Sagazan (ingressos esgotados)
23ª28 de novembro de 2026Campus da UFPEFernanda Abreu, Cidadão Instigado, Azymuth, Boogarins, Karol Conká

Os traços na coluna da edição marcam os anos em que as notícias não dizem o número da edição; a de 2018 foi anunciada pelos seus 15 anos.

Perguntas frequentes

Quando começou o Coquetel Molotov?

Como festival, em maio de 2004, no Teatro da UFPE, com o Teenage Fanclub. Como programa de rádio, antes disso: em 2000, segundo o RecifeRock!, ou em 2001, segundo Ana Garcia.

Quem criou o Coquetel Molotov?

Onde acontece o Coquetel Molotov?

No campus da UFPE, no Recife, desde a volta de 2022. Antes, passou pelo Teatro e pelo Centro de Convenções da UFPE, pela Coudelaria Souza Leão, pelo Caxangá Golf & Country Club e, em 2021, por Olinda.

Quando é o Coquetel Molotov 2026?

Em 28 de novembro de 2026, no campus da UFPE, com shows das 16h às 5h e ingressos a partir de R$ 95.

Quem já tocou no Coquetel Molotov?

Teenage Fanclub, Beirut, Dinosaur Jr., Milton Nascimento e Lô Borges, Racionais MC's, Emicida, Pabllo Vittar e Gaby Amarantos, entre muitos outros. A lista de 2004 a 2014 está no site do festival.

A programação da 23ª edição está no perfil do Coquetel Molotov no TocaOnde.

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